Mulheres na arquitetura: Lina Bo Bardi e suas obras icônicas

MASP, Casa de Vidro e Sesc Pompeia são alguns dos marcos arquitetônicos projetados pela arquiteta italiana que deixou sua marca no Brasil

(Instituto Bardi/Divulgação)

Na série Mulheres na Arquitetura, vamos colocar em pauta mulheres que possuem importantes feitos arquitetônicos. Para começar, escolhemos Lina Bo Bardi, um dos nomes femininos mais conhecidos na área e que possui importantíssima contribuição para a arquitetura brasileira. Acompanhe aqui.

A italiana Achilina di Enrico Bo, conhecida como Lina Bo Bardi, nasceu em 5 de dezembro de 1914 em Roma e, lá, se formou em arquitetura na década de 1930. Preocupada com a instabilidade em sua cidade natal e com a ascensão do fascismo, mudou-se para Milão, em 1940, onde abriu o estúdio Bo Pagani, com o arquiteto Carlo Pagani.

Em 1946, Lina volta para Roma com Pietro Maria Bardi, com quem se casa. Em visita ao Rio de Janeiro, o casal conhece a vanguarda das artes no Brasil. No ano seguinte, Pietro é convidado pelo jornalista e político Assis Chateaubriand para fundar e dirigir um museu de arte moderna. Em 1951, Lina naturaliza-se brasileira e, no mesmo ano, completa a Casa de Vidro, projeto arquitetônico de sua autoria que vira importante ponto de encontro para a cultura nacional.

Em 1958, Lina vai a Salvador para dar conferências na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, e, na ocasião, foi convidada para dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Ali, foi responsável pelo projeto de restauração do Solar do Unhão e sua adaptação para sede do museu. Essa experiência no nordeste brasileiro, onde a arquiteta se viu rodeada pela diversidade e energia da região, foi essencial para o seu fazer arquitetônico.

Ao retornar para São Paulo, em 1966, Lina retoma o projeto do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, que após sua inauguração em 1968, se tornaria um dos principais marcos arquitetônicos do Brasil.

Em 1982 iaugurou o Sesc Pompeia e, nos dez anos seguintes, contou com a colaboração de Marcelo Ferraz, André Vainer e Marcelo Suzuki, para produzir uma série de projetos que anunciavam uma renovação na arquitetura brasileira. Faleceu em 1992, aos 78 anos.

Obra

Casa de Vidro, São Paulo (SP), Brasil

Museu de Arte de São Paulo, São Paulo (SP), Brasil

Vale do Anhagabaú, São Paulo (SP), Brasil

Recuperação do Centro Histórico de Salvador, Salvado (BA), Brasil

Sesc Pompéia, São Paulo (SP), Brasil

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