Instituto Tomie Ohtake exalta obras de artistas brasileiras

A exposição “Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila” apresenta a trajetória de mulheres que desafiaram as convenções de suas épocas

A nova mostra organizada pelo Instituto Tomie Ohtake sob a curadoria de Paulo Herkenhoff coloca em destaque a produção e a trajetória de diversas mulheres que desafiaram convenções e limites de suas épocas, nos séculos XIX e XX no Brasil, seja no campo estético ou social.

Antonieta Santos Feio Seringal, c 1940, Aquarela- guache, 45 x 38 cm, Acervo Flavio e Mirtes Nassar (Divulgação/Instituto Tomie Ohtake)

A exposição “Invenções da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila” é resultado de uma extensa pesquisa que o curador Paulo Herkenhoff desenvolve há décadas, alimentada pela contínua reflexão sobre a obra de diversas mulheres artistas brasileiras.

Antonieta Santos Feio, Vendedora de cheiro, 1947, Oleo sobre tela, 105 x 74 cm, Acervo Museu de Arte de Belem (Divulgação/Instituto Tomie Ohtake)

A mostra conta com 240 itens entre obras, fotos e documentos, e tem como referência dois pilares do modernismo no Brasil: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. Apesar de tê-las como referência, a maior parte das obras e das narrativas presentes na exposição vai mais longe e apresenta mulheres que são em sua maioria desconhecidas do grande público. São personagens que complementam e transformam a história da cultura e da arte no país.

Georgina de Albuquerque, Autorretrato, 1904, Óleo sobre tela, Museu Nacional de Belas Artes (Cesar Barreto/Instituto Tomie Ohtake)

As invenções, como sugere o título, dizem respeito às criações dessas mulheres e também à construção da imagem da mulher que foi sendo aberta e lapidada ao longo dos séculos XIX e XX. Além de seu pioneirismo, essas personagens têm em comum o enfrentamento de tensões e conflitos de diversas ordens.

Nicolina Vaz de Assis, Bastiana, 1941, Bronze fundido, 38 x 18 x 18 cm, Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (Divulgação/Instituto Tomie Ohtake)

Aparecem na mostra nomes como: Eufrásia Teixeira Leite (1850 – 1930), intelectual que libertou seus escravos, relacionou-se com Joaquim Nabuco e ficou conhecida por seus atos de filantropia; Abigail de Andrade (1864 – 1890, França) que, segundo o curador, foi uma das primeiras a executar no Brasil as chamadas pinturas de gênero, pautadas nas cenas cotidianas de interiores domésticos; Nicolina Vaz de Assis (1874, SP – 1941, RJ), que na cidade de São Paulo tem uma de suas mais conhecidas esculturas, a Fonte Monumental na Praça Julio de Mesquita (1927); Maria Martins (1894, MG – 1973, RJ) e Lygia Clark

Invenção da Mulher Moderna, Para Além de Anita e Tarsila

Quando: de 13 de junho a 20 de agosto de 2017, de terça a domingo, das 11h às 20h

Onde: Instituto Tomie Ohtake (Rua Coropés, 88, Pinheiros, São Paulo/SP)

Entrada franca

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s