Domingos Tótora e a mesa Água: uma vida em papelão reciclado

Trabalhando com matéria-prima reciclada quando ainda nem se falava em sustentabilidade, ele consegue transformar o papel kraft em qualquer tipo de objeto.

Domingos Tótora. A técnica do designer é sem igual. Conhecido em todo o mundo por produzir obras a partir da reciclagem de papelão, suas peças são conhecidas por extrair com maestria a delicadeza dos materiais mais pesados.

Na mesa de centro Água, sua matéria-prima preferida é moldada para imitar três grandes pedras, que servem de apoio para o tampo de vidro redondo, formando assim a peça mais premiada de Tótora. Foram três prêmios, nacionais e internacionais, recebidos pelo conceito único que apresenta.

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

O processo de criação é diferente do convencional. Primeiro, o designer pensa nas formas que quer moldar, e apenas depois, atribui uma função à sua escultura. Isso aconteceu durante o processo de criação da Água, que inicialmente era composta apenas pelas três pronunciantes pedras. Então, na verdade, muitas das obras nascem de um mero acaso.

O instante em que a água corrente vira rio. Esse é o verdadeiro conceito que engloba essa mesa tão jovem, mas já icônica para a história do design brasileiro. Mas, assim como outros grandes nomes do país, Domingos Tótora não foi reconhecido pelo mercado logo de cara. Ganhou visibilidade de verdade fora do Brasil, na Maison et Object, em 2005.

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

A mesa Água foi lançada em 2008, e assim como o restante das criações desse artesão-designer, não é produzida em escala industrial. O trabalho é feito à mão, em um processo surpreendentemente artesanal para o momento em que vivemos hoje. Sua equipe é composta por apenas nove pessoas, e todo o papelão utilizado nas obras é recolhido pela região de Maria da Fé, uma cidade mineira – e cidade natal – do artista.

Em entrevista à CASA CLAUDIA, Domingos conta, de forma inspiradora: “Tudo o que busco está no meu quintal. Pesquiso, produzo e mostro minhas peças para quem vem até a mim”.

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