Peças atuais que podem ser os clássicos do futuro

Só o tempo pode legitimizar o bom design, mas algumas obras logo cedo despontam como fortes candidatas a clássico. Aqui vão as nossas apostas!

Inês Schertel junto da instalação Gurias em sua primeira mostra individual, Slow Design, em Lisboa: as sete bonecas foram inspiradas em primas da designer, que vive em uma fazenda de criação de ovelhas, de onde vem a lã, matéria-prima de suas criações (Rui de Freitas/Inês Schertel)

A princípio, pode-se reconhecer um clássico pelo visual único. A excelência se revela em critérios ora evidentes, ora abstratos, como numa obra de arte. “Não há uma regra absoluta”, ensina Ethel Leon, professora de história do design. Mas a aura cult surge de criações que aliam síntese formal, inventividade e extrema força visual.

“Nenhuma peça se torna um clássico no lançamento. É preciso passar por um período de depuração”, pondera Adélia Borges. Porém, lembra essa especialista em história do design, a quebra de paradigmas e o caráter inovador são atributos essenciais. “Só as peças com vocação para clássico são capazes de estabelecer um diálogo com o entorno, mesmo que ele evoque um período histórico distinto”, observa a arquiteta e curadora argentina Noemí Blager, radicada em Londres.

A chancela pode vir também de galerias e museus. “Eles dão visibilidade a determinados autores e produtos ao incluí-los em exposições e em seus acervos”, lembra o curador Waldick Jatobá, da feira Made. Blindar-se contra o tempo pode exigir ainda outro aspecto: a consonância total do produto com o momento histórico. “Talvez esse seja um diferencial decisivo”, opina Ethel Leon, citando um clássico emblemático de 1952, a cadeira Ant (Formiga), de Arne Jacobsen. Ao mimetizar a silhueta feminina, ela traduziu a ascensão da mulher no período do pós-guerra.

Veja a seguir trabalhos recentes que têm o potencial para virar hits atemporais no décor:

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

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