Industrial chique: a versão romântica do estilo de fábrica

A estética detonada ganha uma nova leitura, em que os materiais gastos e as cores envelhecidas dividem espaço com objetos e tecidos delicados

Na proposta de Aldi Flosi (à direita), consultor de estilo e sócio do escritório Yamagata Arquitetura, o visual destruído é suavizado pelas minirrosas e pelos tapetes florido e xadrez. Peças do Acervo Brutto. (Manu Ouristano/Revista CASA CLAUDIA)

Tinta descascada, cores fortes desbotadas, manchas de oxidação, superfícies envelhecidas: as marcas do tempo e as imperfeições são as características principais do estilo industrial. Agora, uma nova corrente sugere fazer contrapontos com elementos mais suaves para chegar a um resultado atual. Chamada de industrial chique, ela flerta com o romantismo e aposta em composições mais ecléticas.

À esquerda e em cima, nesta composição, a calha de ferro faz as vezes de prateleira. A bandeja com estampa floral ganha destaque, ao lado da petisqueira e dos castiçais. Tudo da Acervo Brutto. À direita, os pinos de um tear industrial datado de 1960 se transformaram numa bela e imponente escultura (2,8 mil reais na Verniz SP). À esquerda e embaixo, sobre a parede forrada de pínus, os utensílios sugerem uma cozinha bem descolada. Todas as peças são da Verniz SP. À direita, As cores desbotadas dão um apelo singelo ao conjunto de objetos (Acervo Brutto). (Manu Ouristano/Revista CASA CLAUDIA)

“Além da valorização da memória, presente nas peças desgastadas, vemos pitadas românticas nas estampas dos complementos”, explica o consultor de estilo e sócio do escritório Yamagata Arquitetura Aldi Flosi. No ambiente que ele produziu, o armário do início do século 20, com sua tonalidade uniforme, marca presença, enquanto a sobreposição dos tapetes xadrez e florido e o quadro de desenho gráfico fazem o mix ficar no ponto certo.

À esquerda e em cima, os vidros de laboratório do Galpão Teo valem a partir de 185 reais (os modelos da foto). À direita, na fachada do Galpão Teo, a antiga porta de aço virou obra de arte com o grafite do artista de rua Rafael Highraf. À esquerda e embaixo, datado da década de 1960, o relógio do norte-americano George Nelson (Micasa) compõe com a gaveta de ferro, usada como vaso. À direita, as boiseries colocam em evidência as imperfeições da cúpula da luminária e também da cadeira de ferro, que pertencia a um bistrô francês dos anos 1940. Ambas da À la Garçonne. (Manu Ouristano/Revista CASA CLAUDIA)

Outros exemplos de boas companhias para o mobiliário detonado? Obras de arte em geral, adornos, como boiseries e molduras de gesso, design moderno e contemporâneo e tecidos com padrões delicados.

À direita, letras enferrujadas da Galpão Teo. Os itens da foto custam a partir de 40 reais. À esquerda, o concreto aparente serve de moldura para a estante de metal (Micasa). (Manu Ouristano/Revista CASA CLAUDIA)

O importante é que tudo converse e conte uma história. “É um convite à imaginação adivinhar como, onde e por quem esses móveis eram usados”, diz Aldi. Por isso, o industrial chique prioriza os itens autênticos. “Eles estabelecem a identidade do estilo”, explica Teo Vilela, sócio do Galpão e da Loja Teo.

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