Moderno e medieval se encontram neste retiro italiano

O design moderno complementa perfeitamente a estrutura medieval desta torre do século XII na região da Umbria, na Itália

Em uma colina não muito longe da cidade de Todi, na região da Umbria, na Itália, fica a Torre Almonte, uma torre de vigia do século XII. Ela está rodeada por um parque privado e um bosque de oliveiras com mais de 180 árvores. A estrutura de 25 metros de altura foi ampliada no final do século XIV para ser usada como habitação e hoje serve de hospedagem para turistas. É de propriedade de Enrico Menestò e sua esposa, a arquiteta Raffaella Maria Gabetta, que supervisionou a renovação. A profissional selecionou a decoração que daria ao lugar um estilo mais contemporâneo, misturando o histórico com o moderno. Dentro da estrutura medieval, móveis antigos combinam com ícones de design moderno e peças de artesãos locais.

 

O edifício foi listado como uma propriedade histórica em 1954, portanto a estrutura não foi alterada na renovação. “Eu restaurei a torre sem adicionar novos elementos à estrutura original”, diz Rafaella.

A torre tem cinco andares, que podem ser acessados ​​por um elevador adicionado em 2003. No piso térreo há uma grande sala de estar, uma cozinha e uma sala de leitura. O segundo andar abriga a biblioteca privada de Menestò, que está aberta apenas a pesquisadores acadêmicos.

A divisão dos outros andares foi mantida. Existem suítes no terceiro andar, e o quarto e o quinto andares têm apartamentos. Cada um deles inclui dois quartos duplos, dois banheiros, uma sala de estar e uma cozinha.

 

A sala de estar do piso térreo tem teto abobadado. A mesa do centro foi feita por um artesão local. Cadeiras de couro do meio do século, do designer moderno Marcel Breuer, complementam a decoração. Aqui, como na maioria dos quartos, os tons bege e marrom dominam. O único toque de cor vem da obra de arte na parede.

 

Esta é uma das suítes do terceiro andar, com cerca de 90 metros quadrados. A cama king-size é a única peça de mobiliário antigo na chamada White Suite – os outros elementos de design adicionam um toque de modernidade. “Eu amo design nórdico e dinamarquês”, diz Rafaella. “Eu escolhi lustres de Slamp e cadeiras da Kartell”.

O piso em toda a torre tem um tom de terracota, exceto no segundo andar, onde foi usado um modelo branco. “Eu restaurei ou alterei significativamente o piso apenas quando encontrei sérios danos”, diz a arquiteta.

 

Outra suíte do terceiro andar é a Suite Vermelha, com o nome da arte na parede, Signora Rossa (Red Lady), de Alessandra Pierelli. “O vestido de veludo expressa luxo e dá ao interior antigo um toque elegante”, diz Rafaella. Além disso, uma antiga cama de ferro encontrada em um mercado local foi modificada para se tornar um sofá.

 

Este cômodo tem 50 metros quadrados e fica no quarto andar. A velha cômoda é uma herança familiar, enquanto a chaminé remonta ao século XII. As cadeiras Wassily de Marcel Breuer são uma homenagem ao período Bauhaus.

Todas as portas são originais. “Elas pertencem a diferentes períodos abrangendo o período entre os séculos XVI e XIX. Por esse motivo, são feitas de diferentes tons de madeira”, diz Rafaella

 

Esta é a cozinha no quarto andar. A ilha central ajuda a tornar o espaço mais confortável e moderno. A luminária foi comprada em um mercado local.

 

Os armários brancos iluminam o local, e uma pintura de um artista local dá um toque colorido e energético ao décor.

 

A sala de estar no quinto andar também possui uma antiga lareira de arenito e a decoração é uma homenagem a Le Corbusier.

“Os espaços são fluidos e habitáveis, e mesmo que sejam enormes, você tem a sensação de que tudo está ao alcance do braço”, diz a fotógrafa Francesca Pagliai, autora das imagens. “As relíquias familiares, por um lado, e os móveis de design, por outro, tornam a casa morna e confortável. Além disso, a iluminação natural invade todos os cômodos de maneira incrível”, completa.

 

No topo da torre há um grande terraço com vistas deslumbrantes. Este espaço foi decorado com móveis de exterior feitos por artesãos locais. A mesa pode acomodar até 12 pessoas.

 

Talvez um dos detalhes mais interessantes do projeto seja a piscina, localizada em meio ao pomar que rodeia a torre. O deck da piscina de madeira ecoa os matizes da paisagem ao redor.

Fonte: Houzz

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s