5 objetos que são os preferidos de seus donos

Estrelas do décor, estas peças assinadas são as favoritas dos moradores e provam que vale a pena ir atrás de uma paixão

1. Poltrona Platner: charme vintage

No ambiente, de cada lado do tapete, há uma poltrona Platner. Neste canto, ela faz conjunto com a obra de Carlito Carvalhosa e a arandela italiana comprada no antiquário Varuzza. (Victor Affaro/Zé Otávio/Revista CASA CLAUDIA)

“Decorativa, graciosa e sutil.” Com essas palavras, o designer norte-americano Warren Platner descreveu a série de cadeiras, poltronas e mesas que criou para a Knoll em 1966. O desenho sinuoso das peças é tão leve, e a trama, tão delicada, que nem parece que elas têm estrutura de aço. Na casa da atriz Camilla Guebur, projetada por Nórea De Vitto e Beto Galvez, um par de poltronas Platner (garimpadas na Loja Teo e depois reformadas) faz sucesso na sala de estar. “Sempre gostei muito delas, porém, quando as via numa revista ou num site, não imaginava o impacto ao vivo. Ao colocarmos a dupla na sala, foi uma ótima surpresa”, conta a moradora, que escolheu os móveis ao lado do decorador. “Elas completam o clima glamouroso do living”, explica Beto.

2. Pendente Round: brilho único

No ambiente, os lustres reinam na sala de jantar, decorada com mesa Tulipa (Tok & Stok) e cadeiras do Espaço 204. Ao fundo, a estante tem recortes nas portas inspirados no calçadão de Ipanema. (Victor Affaro/Zé Otávio/Revista CASA CLAUDIA)

Disposta a ter em casa as luminárias de Tom Dixon a qualquer custo, a designer de interiores Melina Romano conseguiu a dupla graças à ajuda do marido, que comprou a primeira delas numa viagem, e de um amigo – ele recebeu em sua casa, em Londres, o segundo pendente, encomendado pela internet, e guardou-o até que Melina pudesse ir buscá-lo. Nessas idas e vindas, demorou um ano para completar o par. “Sou fã do trabalho do Dixon, e os lustres foram os primeiros objetos que escolhi para colocar em casa”, diz. As peças preenchem os 5 m de pé-direito do living e o tom cobre pautou o restante do décor, todo em cinza, branco, laranja e caramelo. “Como eles são grandes e têm forma marcante, escolhi uma mesa de jantar oval e discreta para equilibrar o visual.”

3. Sofá Freeform: linhas orgânicas

No ambiente, o sofá Freeform e seu desenho único diante do concreto brutalista da casa. Ao fundo, obra do pintor norte-americano Alex Katz. (Victor Affaro/Zé Otávio/Revista CASA CLAUDIA)

Ocupar com móveis e objetos uma casa criada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha poderia virar uma tarefa difícil, mas Houssein Jarouche tirou de letra o desafio. Paixão antiga do empresário, o sofá Freeform, desenhado pelo norte-americano Isamu Noguchi para a Vitra, parece feito sob medida para o espaço: o perfil orgânico e minimalista do móvel exprime tanta força quanto o ambiente de concreto com piso de ladrilho hidráulico. Houssein lembra que descobriu o sofá no Vitra Campus, na Alemanha, e logo ficou com vontade de ter um. “Eu me encantei pela simplicidade do desenho. Apesar do assento estreito, ele acomoda muita gente”, diz. A peça até então não era vendida no Brasil, mas o empresário conseguiu encomendá-la por meio de sua loja, a Micasa, que revende os produtos da marca suíça (Vitra Home Collection) por aqui.

4. Poltrona Up: design que abraça

No ambiente, a poltrona Up5 e seu pufe, o Up6, contrastam com o aparador azul-turquesa, desenho da Storrer Tamburus. Esculturas de Inos Corradin (ao fundo). (Victor Affaro/Zé Otávio/Revista CASA CLAUDIA)

Up5, Donna, La Mamma, Blow Up… São diversos os nomes que a poltrona do italiano Gaetano Pesce já recebeu desde sua criação, em 1969. Inspirada nas curvas femininas e reeditada pela B&B Italia a partir de 2009, quando completou 40 anos, a peça virou o xodó do empresário Marcelo S. “Comprei a minha há oito anos para o meu antigo apartamento, que ficava num andar alto, diante de uma vista incrível. Passava horas sentado nela”, conta. O hábito não mudou quando o empresário se instalou com a família em um novo apê, reformado pelo escritório Storrer Tamburus. “Marcelo pediu que não deixássemos de incluir a poltrona na decoração. Reservamos um lugar de destaque para ela na sala”, explica o arquiteto Fábio Storrer, autor do projeto com a sócia, Veridiana Tamburus.

5. Poltrona Alta: curva de mestre


No ambiente, as formas esculturais da poltrona Alta (Etel) saltam no ambiente de tons neutros. No canto esquerdo, luminária Alien (FAS Iluminação) e mesa Caê, de Fernando Mendes. (Victor Affaro/Zé Otávio/Revista CASA CLAUDIA)

Quando se casou, nos anos 1980, a empresária Marcia Fernandes já estava de olho na poltrona Alta, desenhada por Oscar Niemeyer e sua filha, Anna Maria, no início da década de 1970. Mas ela e o marido só foram realizar o sonho de comprar a peça 26 anos depois, para o apartamento idealizado pelo arquiteto Marcos Bertoldi. “Com o tempo, fomos entendendo melhor o que é o design autoral. Hoje, sinto orgulho de ter móveis bacanas aqui. Eles contam a nossa trajetória e a história do mobiliário”, explica a moradora. Peça-desejo, assim como as outras projetadas pelo arquiteto, a Alta exibe as curvas características da obra de Niemeyer na estrutura de madeira prensada. O material, segundo o autor, aproximaria o design da arquitetura por possibilitar uma produção mais democrática.

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

 

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