8 lojas de objetos que são o destino certo em SP

Este circuito de expert é perfeito para os amantes do décor, da arte popular e do design autoral

1. Dpot Objeto: 100% brasileira

Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1250, Jardim América

À esquerda, até mesmo as estantes usadas para expor os itens enchem os olhos: foram desenhadas na década de 1950 pelo designer Geraldo de Barros. À direita e acima, peças de porcelana da linha Alma do Rio de Janeiro (a partir de 318 reais, cada uma), e xícara com pires (238 reais) da coleção Olhar o Brasil, de Chicô Gouveia, tudo da Vista Alegre. Abaixo, a escultura Equilibrista (945 reais) é de Fábià Éscobár. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Sob o olhar apurado da diretora de criação Baba Vacaro, a Dpot Objeto nasceu com a mesma missão a que a Dpot vem se dedicando há anos: valorizar o talento nacional. E, se na matriz a pedida são os móveis, aqui se destacam acessórios produzidos por artesãos e designers de diferentes regiões do país. “Já havia gente pedindo essa extensão, que também era um desejo antigo nosso”, conta Baba. A oportunidade que ela e o empresário Sergio Buchpiguel esperavam surgiu com a mudança da loja principal para um ponto maior. Depois de uma pequena reforma, o endereço estava pronto para oferecer peças para os mais variados ambientes. O acervo conta com criações exclusivas e reedições.

2. Hybrida: design com alma

Pça. dos Omaguás, 56, Pinheiros

À esquerda, de vidro mesclado com bronze, o prato de parede (5,2 mil reais) é criação de Regina Medeiros. Os vasos (a partir de 1 780 reais, cada um) levam a assinatura de Nicoli Toldi. Já a mesa (9 570 reais) e as banquetas (1 520 reais, cada uma) são de Pedro Petry. À direita e acima, o azul sobressai nas cerâmicas de Kimi Nii. Abaixo, luminária Coração (3,2 mil reais), de Carol Gay. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Após dois anos de maturação, a Hybrida, projeto da designer Marisa Ota e do arquiteto Samuel Angelo, saiu do papel, em setembro de 2016. Os sócios, que também organizam a Paralela Gift, se inspiraram nos estilos de design presentes na feira para reunir o acervo: com uma pegada slow, a loja valoriza peças com baixa tiragem e de produção nacional. “Queremos que as pessoas conheçam a história por trás do que estão consumindo”, fala Samuel, que abre espaço para novos nomes e talentos já conhecidos. Além de oferecer objetos de decoração e roupas, o lugar, ambientado com um viés industrial, também dispõe de um café, onde a sugestão é dar uma pausa nas compras e se deliciar com uma fatia de bolo.

3. Marché Art de Vie: para todos os gostos

Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1606, Jardim América

À esquerda, banquetas (6 096 reais, cada uma) do nova-iorquino Harry Allen se destacam junto ao sofá (16 815 reais) projetado por Nathalia Samorano e Renata Penha. À direita e acima, esculturas do espanhol Jaime Hayon e cerâmicas de Kimi Nii, com ateliê em São Paulo, enfeitam as prateleiras. Abaixo, o vaso Conversation I, também de Jaime Hayon, vale 19 173 reais. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Uma das pioneiras a adotar o estilo de loja-conceito, a Marché Art de Vie nasceu do desejo dos proprietários, Arbel e Cristina Reshef, de unir mobiliário e objetos de design num único lugar, oferecendo ao público ideias de composições diversificadas no preço e no estilo. O acervo é cuidadosamente selecionado pela dupla levando em conta dois pontos: o significado da peça para o artista e a mensagem que ele deseja passar com seu trabalho. “Gosto de dizer que a Marché evolui com o design. Já descobrimos muitos talentos, que foram lançados aqui e hoje conquistaram o mundo”, conta Cristina. A loja mistura itens assinados por nomes consagrados e jovens designers numa atmosfera acolhedora e descolada.

4. Amoreira: negócio de família

R. dos Macunis, 510, Alto de Pinheiros

À esquerda, o aparador de jacarandá (16 mil reais) desenhado por Jean Gillon se destaca junto à poltrona vintage. A luminária Guarda-Chuva (2,3 mil reais), de Ana Neute, e uma fotografia (2,4 mil reais) de Camila Guerreiro completam o décor. À direita e acima, estas louças valem a partir de 30 reais, cada uma. Abaixo, jarro de faiança (580 reais) da marca Bordallo Pinheiro. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Apaixonadas por novidades, Cristina Rogozinski e Fernanda Rezende sempre foram uma referência entre amigos e parentes quando o assunto é decoração. E foi esse talento que levou as primas a abrir uma loja de presentes que atendesse a todos os gostos e a idades variadas. “Temos brinquedos, joias, acessórios para a cozinha, fotografias, luminárias… Nosso acervo reúne um misto de design assinado com peças garimpadas”, fala Cristina. Além da parceria com designers e artistas daqui e do exterior, as donas procuram ONGs e artesãos atrás de criações originais para oferecer aos clientes. “Buscamos trazer para cá coisas que teríamos em nossa própria casa”, garante ela.

5. Orbi Brasil: aposta no luxo

R. Cônego Eugênio Leite, 285, Jardim Paulistano

À esquerda, vibrante, o sofá (12 mil reais) leva a assinatura do Studio Orbi. Mesa de couro (à dir., 12,5 mil reais) da britânica Bethan Gray. Sobre a mesa de centro da Gallotti & Radice (19,8 mil reais), fica um vaso (7,2 mil reais) do Studio White. À direita e acima, vasos de cerâmica e vidro (a partir de 1 350 reais, cada um) da ByTaty. Abaixo, o coração de porcelana (3,2 mil reais) veio da italiana FOS Ceramiche. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Se você procura exclusividade, vai gostar daqui. “Investimos bastante em peças únicas”, diz Daniela Couto Martins, sócia de Marco Aurélio Viterbo. Nos endereços da Orbi Brasil em São Paulo e Belo Horizonte, aportam principalmente criações de sofisticadas grifes internacionais, como a Henge. Mas a loja também faz o caminho contrário e envia criações de nomes brasileiros para representá-la na butique londrina Silvia Nayla. Seja deste ou do outro lado do oceano, o espírito do acervo é o mesmo: móveis e acessórios de visual contemporâneo e elegante. Essa vocação, aliás, se reflete no interior da loja paulistana, onde cada ambiente reproduz um espaço repleto de objetos de desejo.

6. Westwing: na Web e na Vila Madá

R. Simpatia, 51, Vila Madalena

À esquerda, esta sugestão para o living combina a cadeira Gracia (mil reais) com o sofá Nina (1 999 reais) e a mesa de centro Lamme (750 reais). À direita e acima, no trecho que reúne objetos para a cozinha, louças em cores vibrantes e sousplats de fibra chamam a atenção e propõem refeições animadas. Abaixo, a peça batizada Brisey está à venda por 180 reais. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Fundada em 2011, a marca iniciou sua trajetória na Alemanha, em formato de e-commerce. Mas não demorou a se espalhar por outros continentes e chegar a São Paulo, onde inaugurou uma flagship na Zona Oeste. Com ela, a expertise do time de curadores e designers migrou do mundo virtual para o real. “Aqui, oferecemos outro tipo de experiência, pois as pessoas podem escolher a peça e não precisam esperar pela entrega, como acontece no site”, fala a diretora de estilo da grife, a arquiteta Alexandra Tobler. O projeto do escritório de arquitetura Arkitito se divide em cinco ambientes – sala, quarto, cozinha, espaço kids e jardim –, planejados para fazer o visitante se sentir em casa.

7. Artefacto Home: complemento artesanal

Av. Brasil, 1825, Jardim América

À esquerda, ambientes montados dão boas ideias para usar os acessórios – como aqui, em que os cestos viraram enfeites de parede. À direita e acima, lindo para usar sobre uma mesa de centro ou lateral, o pendente de contas de cerâmica sai por 2 948 reais. Abaixo, peça exclusiva da Artefacto Home, a bicicleta decorativa é feita de fibra natural de málaca. Logo atrás, uma seleção de mantas e xales sugere aquecer a casa no dias mais frios. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

De aromatizadores a cestarias, passando por centros de mesa, mantas, vasos e luminárias: com esse mix amplo em mente, Paulo Bacchi, CEO da Artefacto, criou o conceito da Artefacto Home, já com dois espaços abertos em São Paulo (além deste, na Zona Oeste, há outro, no D&D Shopping, inaugurado no fim de 2016). “Nosso principal foco são itens handmade”, explica Fernanda Vello, gerente de produtos. Muitos desses artigos, aliás, são criados com o reaproveitamento de materiais. Além do estoque para a pronta entrega, que conta com mais de 5 mil objetos, a ideia é produzir peças personalizadas sob encomenda.

8 Acervo Brutto: beleza imperfeita

R. Simão Álvares, 482, Pinheiros

À esquerda, este jardim torna ainda mais gostoso o clima do antiquário. O armário vermelho (6,5 mil reais) e os itens azuis deixam clara uma das principais premissas do local: Marcelo não reforma as peças. À direita e acima, de vidro, o vaso (2,8 mil reais) da década de 1950 veio da Itália. Abaixo, os potes franceses (a partir de 300 reais, cada um) são dos anos 1930. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

A concretização de um sonho: para o arquiteto Marcelo Lellis, essa é a melhor forma de descrever sua loja. Viajante experiente, ele garimpou peças raras em feirinhas e antiquários de diversas partes do mundo nos últimos 20 anos e, há dois, abriu as portas do espaço, instalado numa casa antiga em Pinheiros. “Aqui, tenho objetos desde a década de 1920 até os anos 70, de louças, luminárias e armários a brinquedos soviéticos”, conta. O arquiteto reforça que nada repetido passa por suas prateleiras. “Se eu achar igual, não compro”, garante. Organizado por cores, o ambiente é um verdadeiro paraíso para os colecionadores e evoca memórias afetivas do passado.

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