A lareira é a atração principal em cinco projetos intimistas 


Cinco ideias de lareiras para deixar sua casa ou apartamento mais aconchegante neste inverno

Da descoberta do fogo ao seu uso na ambientação 

 

Mora em nossa memória ancestral o fascínio pelo fogo. “Supõe-se que a primeira casa do mundo tenha surgido em torno de uma fogueira, como uma construção pensada para protegê-la”, afirma o arquiteto Carlos Solano, especialista em bem-estar. Quando foi descoberto, o fogo virou um tesouro, símbolo de poder, sobrevivência e proteção. “Era visto como mágico e sagrado e a casa honrava essa condição.” Na mitologia grega, cultuava-se a deusa Héstia, representada pela lareira, como a guardiã do lar. “Ela garantia a serenididade familiar, o aconchego e as trocas no grupo”, diz Vera Couto, psicoterapeuta junguiana e estudiosa do tema. Todas essas simbologias estão preservadas em nosso imaginário, que vê até hoje no fogo um ícone de acolhimento. “A lareira convida à introspecção. Entramos em outra sintonia, que possibilita estabelecer uma troca mais rica com as pessoas”, complementa Vera. Na Europa, na Idade Média, as cabanas camponesas tinham lareiras abertas – quase uma fogueira que enchia os ambientes de fumaça, como narra o livro Em Casa – Uma Breve História da Vida Doméstica, de Bill Bryson (Companhia das Letras). Foi apenas por volta de 1330 que surgiu uma espécie de chaminé, introduzida na Inglaterra pelos normandos: nada mais do que uma escavação nas paredes com um buraco apontando para fora. 

 

Hoje, dispomos até de modelos portáteis para passear pela casa e observar as chamas, em nossa rotina estressante, se transformou em uma possibilidade de fazer uma pausa e relaxar. “Na técnica de meditação conhecida como renascimento, criada pelo terapeuta norte-americano Leonard Orr, um dos exercícios propostos é a contemplação do fogo, que, segundo ele, promoveria a purificação das emoções”, conta Carlos Solano.

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