Paulo Mendes da Rocha vence o Leão de Ouro da Bienal de Veneza

Escolhido pelo conjunto de sua obra, o arquiteto é o primeiro brasileiro a ser homenageado na mostra italiana

Paulo Mendes da Rocha

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O arquiteto Paulo Mendes da Rocha foi escolhido como o vencedor do Leão de Ouro da 15a Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza pelo conjunto de sua obra. Um dos nomes mais importantes da movimento arquitetônico Escola Paulista, ele é o primeiro brasileiro a ser homenageado na mostra italiana. Em nota, a Bienal destacou a qualidade da arquitetura de Paulo, que reside na durabilidade de seus projetos. “Muitas décadas depois de sua construção, todos os seus projetos resistem à prova do tempo, seja do ponto de vista estilístico ou físico.”

Além disso, Alejandro Aravena, curador da Bienal, propôs a premiação do brasileiro porque seus campos de interesse extrapolam a arquitetura – são também políticos, sociais, geográficos, históricos e técnicos. “O papel que ele desempenhou para muitas gerações de arquitetos no Brasil, na América Latina e em cada outro lugar é aquele de uma pessoa capaz de atrair os outros a se juntar a causa da melhora do ambiente edificado”, diz a nota.

A entrega do Leão de Ouro vai acontecer no dia 28 de maio, na sede da Bienal de Veneza, durante a cerimônia de inauguração da 15a mostra. Paulo Mendes da Rocha também é o arquiteto homenageado da 6a edição do Prêmio CASA CLAUDIA Design de Interiores, que acontece no dia 24 de maio.

 Um legado sólido

O arquiteto e urbanista Paulo Mendes da Rocha nasceu em São Paulo e integra a geração modernista brasileira, grupo que também inclui João Batista Vilanova Artigas. O profissional é conhecido por utilizar concreto armado aparente, grandes espaços abertos e estruturas racionais em suas obras, além de peças de mobiliário. “A primeira e primordial arquitetura é a geografia”, Paulo costumava dizer em entrevistas, referindo-se ao local onde seria construída a morada. Suas obras não são unânimes e dividem opiniões, caso do pórtico da Praça do Patriota e do Museu Brasileiro da Escultura, ambos em São Paulo. Abaixo, você confere cinco trabalhos do profissional que será homenageado na Bienal.

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Chaise “Paulistano”, criada por Paulo em 1957.

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Clube Atlético Paulistano, em São Paulo, projetado em 1958.

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Museu Brasileiro da Escultura (Mube), em São Paulo, de 1988.

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Praça do Patriarca, de São Paulo, desenhada por Paulo em 1992.

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Pinacoteca do Estado de São Paulo, reformada pelo arquiteto entre os anos 1994 e 1998.

 

 

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