A primeira cidade flutuante do mundo pode virar realidade em 2019

A ideia surge como solução para um grave problema ambiental: o aumento do nível do mar, que tende a extinguir territórios e diminuir a extensão de países

(Seasteading Institute/Divulgação)

O aumento do nível do mar é uma constatação feita pela comunidade científica em todas as partes do mundo. Enquanto os cientistas alertam para a necessidade da redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, há comunidades que já exploram as possibilidades de mover seus habitantes para uma verdadeira cidade flutuante.

É o caso da Polinésia Francesa. Com 2/3 do território ameaçados pela elevação dos níveis oceânicos, o governo local decidiu apoiar o Seasteading Institute, organização que reúne nomes influentes do Vale do Silício, como o de Peter Thiel, que desenvolveu o projeto desenvolvendo o projeto de uma “comunidade permanente e inovadora que flutua no mar”.

(Seasteading Institute/Divulgação)

O acordo, assinado pelo ministro Jean-Christophe Bouissou, estipula que os estudos devem ser concluídos este ano e deverão ser incorporados à legislação do país. Caso o projeto seja aprovado até o final de 2018, a estimativa é que as obras se iniciem já em 2019. 

Randolph Hencken, diretor executivo do Seasteading Institute, afirmou que a iniciativa não só salvaria os habitantes de ilhas como Taiti de ter que fugir de suas casas nas próximas décadas, mas também ofereceria uma experiência única de turismo, que incrementaria a renda de países afetados pelo aumento do nível do mar. 

(Seasteading Institute/Divulgação)

“Estamos planejando criar uma nova indústria de ilhas flutuantes que permitirá que as pessoas permaneçam atadas à sua soberania, em vez de ter que fugir para outros países”, disse ele à ABC News. “É certamente por isso que os taitianos estão interessados ​​em nós. Eles querem a resiliência ambiental, bem como as oportunidades econômicas”.

A primeira cidade flutuante seria construída pela holandesa Deltasync sobre uma rede de 11 plataformas em formas geométricas, sendo que cada uma destas plataformas poderia ser reorganizada de acordo com as necessidades do país. As estruturas serão construídas com concreto armado e darão suporte para edifícios de três andares, que podem funcionar como apartamentos, terraços, escritórios e hotéis.

(Seasteading Institute/Divulgação)

O projeto deverá custar US$ 167 milhões e, de acordo com um relatório de viabilidade divulgado pela empresa, cada plataforma custará menos de US $ 15 milhões, gerando um preço por metro quadrado similar ao de terrenos em Londres ou Nova York.

Assista ao vídeo de apresentação do projeto da primeira cidade flutuante do mundo, em inglês:

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

 

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