Casa com a cara da moradora em antiga fábrica francesa

Em Lion, na França, o espaço foi transformado numa casa cheia de histórias sobre design, arte e garimpos feitos por ela ao redor do mundo

À direita, a cadeira verde, em primeiro plano, foi encontrada num antiquário. Ao fundo, quase tudo branco: sofá de Le Corbusier, poltronas de couro do italiano Joe Colombo, cadeiras de aço de Warren Platner e luminária de Gae Aulenti. A excentricidade vem da escultura vermelha do artista alemão Ottmar Höerl. (Anne-Catherine Scoffoni/Revista CASA CLAUDIA)

Se você deseja uma experiência real do savoir vivre francês, o melhor lugar é, definitivamente, Lion. Segunda maior cidade da França – logo atrás de Paris –, a região é famosa por sua arquitetura histórica, mas também pela sua excelente gastronomia.

À esquerda, detalhe do living com a luminária da dupla Gianfranco Frattini e Livio Castiglioni sobre a mesa de madeira assinada por Gilles Derain. Presa ao teto, escultura em formato de jacaré do artista plástico Etienne Bossut. À direita, sobre a estante art déco, uma amostra dos itens colecionados pela moradora. (Anne-Catherine Scoffoni/Revista CASA CLAUDIA)

Não à toa, grande parte da população de lá tem a sala de jantar como o centro de suas vidas social e familiar e, não raro, planeja a decoração partindo desse ambiente. Não foi diferente com a arquiteta e colecionadora Marie-Anne Chapel, que escolheu uma antiga fábrica de metal para erguer um refúgio para sua família e suas relíquias.

Para seu home office, a arquiteta projetou uma estante de ferro que vai do chão ao teto. (Anne-Catherine Scoffoni/Revista CASA CLAUDIA)

“A casa estava um verdadeiro caos – quase insalubre – quando a encontrei”, conta. Mesmo assim, Marie-Anne se apaixonou pelo espaço. “Enxerguei a possibilidade de realizar sonhos antigos: uma área de refeições ampla, ter a natureza mais perto e um terraço charmoso”, diz.

Composição eclética no escritório integrado ao living: escrivaninha de teca criada em 1950 pelo dinamarquês Peter Lovig Nielsen, cadeira assinada por Phillippe Starck para a Driade e chaise de Le Corbusier. O armário, ao fundo, veio de garimpo. (Anne-Catherine Scoffoni/Revista CASA CLAUDIA)

Decidida, ela partiu para nove meses de reforma, que incluiu também a construção de um anexo envidraçado junto à casa principal. O módulo, facilmente visualizado do jardim, concentra a cozinha e o jantar e, em dias de festa, abre-se para o delicioso pátio interno.

A sala de jantar tem um colorido painel feito por uma amiga da família. A mesa (Knoll) é rodeada por cadeiras de Eero Saarinen. (Anne-Catherine Scoffoni/Revista CASA CLAUDIA)

Em todos os espaços, a atmosfera é luminosa e fica claro que a inspiração para os acabamentos veio das casas mediterrâneas. “Desejava espaços fluidos e plenos de luz, por isso busquei referência nas vilas gregas, onde o branco predomina”, explica.

À esquerda, no pátio, mesa da francesa Habitat. À direita, todos brancos e com puxadores embutidos, os armários (Bulthaup) criam uma base clean para a cozinha. Os módulos abertos facilitam a rotina. (Anne-Catherine Scoffoni/Revista CASA CLAUDIA)

A cor aparece no piso e no teto, reflete a iluminação natural que vem das janelas e coloca em evidência o eclético acervo da moradora. Móveis atemporais de Warren Platner, Phillipe Starck, Eero Saarinen e Le Corbusier dividem a cena com obras de artistas franceses e incontáveis objetos garimpados por Marie-Anne. “Minha casa não se encaixa dentro de um estilo. Ela revela quem eu sou”, enfatiza.

À esquerda, para valorizar o anexo à construção original, a arquiteta escolheu cobrir a cobertura e o piso de preto. À direita, a luz natural evidencia os detalhes do décor. (Anne-Catherine Scoffoni/Revista CASA CLAUDIA)

A antiga escada de concreto que leva ao andar dos quartos foi restaurada e, agora, surge tomada pelo branco. No mesmo piso está o escritório, composto de móveis vintage, que reserva uma agradável surpresa, chamada pela arquiteta de “gabinete de curiosidades”. Ali, verdadeiros tesouros esperam para entrar na decoração. “Peças fascinantes, exóticas, estranhas e únicas. A cada dia, me apaixono por um item diferente, e logo ele ganha destaque em algum canto”, diz. Um mix pessoal e intransferível.

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