Casa toda integrada pela madeira em São Paulo

Construída para um casal jovem com filhos, a casa projetada por Marcio Kogan mostra a simbiose perfeita entre a arquitetura moderna e o décor contemporâneo

O módulo superior é fechado por um muxarabi, que garante privacidade e, ao mesmo tempo, boa entrada de luz natural. (Fernando Guerra/Revista CASA CLAUDIA)

Os limites entre um ambiente e outro são definidos apenas visualmente nesta casa de linguagem urbana, bem encaixada na paisagem de São Paulo. Os espaços amplos e sem barreiras devem muito ao terreno estreito, que exigiu manobras inteligentes da arquitetura, como criar um piso térreo alongado, que concentra e conecta as áreas social e externa.

(Fernando Guerra/Revista CASA CLAUDIA)

Liderado pelo arquiteto Marcio Kogan, cabeça à frente do Studiomk27, e com coautoria de Samanta Cafardo, o projeto soma 513 metros quadrados. A estrela é o painel de muxarabi. Mais que um recurso estético, ele tem funções específicas: deixa a luz natural entrar, controla a intensidade da ventilação, mantém a paisagem verde ao alcance dos olhos e camufla janelas pivotantes (imperceptíveis quando fechadas).

As formas sinuosas das poltronas e das mesas de apoio, ambas de Erwan e Ronan Bouroullec para a Vitra, se destacam na arquitetura de linhas retas. Luminária de piso de Arne Jacobsen (Louis Poulsen). (Fernando Guerra/Revista CASA CLAUDIA)

“Gosto muito dessa solução, que funciona como uma pele mágica para a fachada”, diz Kogan.

Obra de Jader Almeida, a mesa de centro orgânica quebra a rigidez das linhas. A poltrona antiga foi garimpada em antiquário. Ao fundo, o aparador tem 12 m de extensão. (Fernando Guerra/Revista CASA CLAUDIA)

A união entre a arquitetura e o décor acontece naturalmente – a madeira funciona como o ponto de conexão. Ripas de freijó forram todo o pavilhão social e seguem até o jardim, onde fecham o espaço. Um aparador de 12 metros de comprimento, feito do mesmo material e desenhado pelo estúdio, percorre a área e ganha diferentes usos ao longo dos ambientes.

As cadeiras de Aristeu Pires (Dpot) fazem um par perfeito com a mesa de Jorge Zalszupin (Galeria Arte Mobília). Pendentes da Puntoluce e sofá da Micasa (à dir.). (Fernando Guerra/Revista CASA CLAUDIA)

A ausência de divisões provoca encontros inusitados na decoração. É o caso da mesa de jantar criada por Jorge Zalszupin na década de 1950 e do sofá e da mesa de centro assinados por Jader Almeida. Perto uns dos outros, os móveis estabelecem um diálogo entre a produção modernista e o design contemporâneo brasileiro e comprovam que as formas puras e simples são atemporais. Assim como é o traço de Marcio Kogan.

Planejado por Rodrigo Oliveira, o jardim tem ipês brancos e amarelos, guaimbês, lírios e renda-portuguesa. (Fernando Guerra/Revista CASA CLAUDIA)

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s