Estúdio Drift: “Gostamos de sonhar com o improvável”

A dupla holandesa, composta por Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, vem ao Brasil em março para participar da Expo Revestir

A dupla holandesa, composta por Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, vem ao Brasil em março para participar da Expo Revestir Concrete Storm.

Concrete Storm. (Divulgação/Studio Drift)

Ao todo, 300 drones iluminados compõem a instalação aérea Franchise Freedom, criação dos holandeses Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, do Studio Drift. A dupla fala sobre seu processo criativo numa palestra no dia 15, durante a Expo Revestir, em São Paulo. Confira nosso bate-papo com os designers:

O trabalho de vocês apresenta elementos futurísticos e delicados. Como vocês combinam esses opostos?

Não discriminamos métodos de produção ou materiais. Portanto, nós usamos o que funciona melhor para uma determinada peça. Por um lado, estamos trabalhando em um filme como um trabalho de arte que mostraremos na Pace Gallery. E, por outro lado, estamos trabalhando com um engenheiro químico para produzir peças usando um novo material que ele inventou, como fizemos com o Drifter. Realmente depende do que queremos comunicar para quem. No final, não há receita para um projeto bem-sucedido. Temos de nos reinventar toda vez que criamos uma nova peça para obter uma declaração a mais forte possível sem usar palavras.

Nosso trabalho é sobre dois mundos opostos colidindo, formando um pacto para se tornar algo novo. Uma perspectiva futurista de mundos, natureza e tecnologia, aparentemente diferentes, tornando-se mais fortes juntos. Precisamos e queremos trabalhar com luz e movimento, pois é infinitamente fascinante para nós. Parece que estamos dando vida ao nosso trabalho.

Por exemplo, ao desenvolver o Flylight, começamos a pensar se não poderíamos criar esse movimento livre de limites estáticos, literalmente, sem restrições. Em vez de mover a luz através dos elementos de vidro, as luzes deveriam se mover livremente em um ambiente tridimensional. E é assim que chegamos aos drones. Quando começamos a ideia em 2008, a tecnologia necessária estava longe de ser madura. Agora, quase 10 anos depois, e graças aos nossos parceiros Intel e BMW, finalmente conseguimos criar esse trabalho.

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A dupla holandesa, composta por Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, vem ao Brasil em março para participar da Expo Revestir Drifter.

Drifter. (Divulgação/Studio Drift)

O que mais inspira vocês?

Geralmente iniciamos um projeto com a pergunta: e se pudéssemos…. Nós gostamos de sonhar grande e pensar no improvável. Não queremos criar obras que sejam um resultado lógico de soluções existentes, fáceis ou baratas. A ideia deve ser nova e desafiadora, ou mesmo melhor: improvável de alcançar no ponto de partida. A ideia de Franchise Freedom começou com a Flylight em 2007 e agora, 10 anos depois, finalmente partimos!

Fazer o impossível é o que procuramos como artistas. Tanto a natureza quanto a ficção científica são as grandes inspirações em nosso trabalho. Tentamos visualizar em nossas realidades de trabalho que parecem impossíveis, ou trabalhar com tecnologias emergentes e descobrir suas possibilidades. Gostaríamos de estar à frente do que será possível no futuro e fazer um trabalho que, com sorte, inspire uma versão positiva do futuro.

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A dupla holandesa, composta por Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, vem ao Brasil em março para participar da Expo Revestir Franchise Freedom.

Franchise Freedom. (Measure/Studio Drift)

Quais designers brasileiros vocês conhecem? Qual inspira vocês?

Desde que estávamos estudando na Academia de Design Eindhoven, os Irmãos Campana já nos inspiravam. Fernando e Humberto Campana sabem como criar algo do nada – é isso que nos inspira em seu trabalho.

A dupla holandesa, composta por Lonneke Gordijn e Ralph Nauta, vem ao Brasil em março para participar da Expo Revestir

 (J.W. Kaldenbach/Studio Drift)

O que os brasileiros podem esperar da sua palestra na Revestir FIAC?

Gostaríamos de falar sobre o impacto da criatividade e sobre tornar o impossível possível. Exploramos a relação entre natureza, tecnologia e humanidade em instalações específicas do local e esculturas interativas. Um grande objetivo nosso é envolver culturalmente a indústria de tecnologia com a indústria criativa para desenvolvimentos futuristas mais sustentáveis. Um exemplo é juntar-se à Intel e à BMW para criar um enxame poético de drones. Gostaríamos de compartilhar nossa visão sobre os desenvolvimentos no setor criativo em colaboração com desenvolvimentos futuristas.

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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