Mostras coletivas e projetos individuais marcam 33ª Bienal de SP

Entre as obras, três artistas falecidos serão homenageados: a brasileira Lucia Nogueira, o guatemalteco Aníbal López e o paraguaio Feliciano Centurión

Entre as obras expostas, três artistas falecidos serão homenageados: a brasileira Lucia Nogueira, o guatemalteco Aníbal López e o paraguaio Feliciano Centurión Cartaz desenhado por Raul Loureiro para a 33ª Bienal de São Paulo. Constituído pela reprodução da obra Formas expressivas (1932), de Hans (Jean) Arp, por uma pintura com madeira em relevo e por elementos tipográficos.

Cartaz desenhado por Raul Loureiro para a 33ª Bienal de São Paulo. Constituído pela reprodução da obra Formas expressivas (1932), de Hans (Jean) Arp, por uma pintura com madeira em relevo e por elementos tipográficos. (© Arp, Jean/AUTVIS, Brasil, 2017/Fundação Bienal de São Paulo)

Sob o título Afinidades afetivas, a 33ª edição da Bienal de São Paulo busca valorizar a experiência dos visitantes na apreciação das obras que serão expostas no pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, a partir de 7 de setembro.

Inspirado no romance Afinidades eletivas (1809), de Johann Wolfgang von Goethe, e na tese “Da natureza afetiva da forma na obra de arte” (1949), de Mário Pedrosa, o título explica que são os vínculos e as afinidades artísticas e culturais que ficarão em primeiro plano.

Neste ano, a Bienal será composta por sete mostras coletivas concebidas por artistas-curadores (o uruguaio Alejandro Cesarco, o espanhol Antonio Ballester Moreno, a argentina Claudia Fontes, a sueca Mamma Andersson, a americana Wura-Natasha Ogunji, e os brasileiros Sofia Borges e Waltercio Caldas) e por 12 projetos individuais selecionados pelo curador espanhol Gabriel Pérez-Barreiro.

Em sua seleção, oito artistas (Alejandro Corujeira, Bruno Moreschi, Denise Milan, Luiza Crosman, Maria Laet, Nelson Felix, Tamar Guimarães, Vânia Mignone) apresentarão projetos comissionados, Siron Franco fará uma série icônica e três artistas falecidos serão homenageados: a brasileira Lucia Nogueira, o guatemalteco Aníbal López e o paraguaio Feliciano Centurión.

“Eu queria artistas que fossem históricos, mas ao mesmo tempo não consagrados, ou seja, que esses núcleos não fossem apenas a reiteração de nomes que já conhecemos. Os artistas homenageados são pouco conhecidos na América Latina, mas são expoentes de sua geração, então trazê-los à Bienal é uma forma de resgatá-los do desaparecimento da história da arte e mostrá-los para as novas gerações”, diz Pérez-Barreiro.

Entre 30 e 40 obras de Nogueira, López e Centurión serão expostas na Bienal. Para o curador, essa mostra é uma foram de repensar os núcleos históricos da Bienal de São Paulo, apresentados no evento até 2004.

 

33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas

Quando: de 7 de setembro a 9 de dezembro de 2018

Onde: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera

 

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 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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