5 jardins de Burle Marx para visitar no Brasil

Paisagista inovou ao valorizar plantas tropicais

Filho de mãe pernambucana e pai alemão, Roberto Burle Marx viveu entre o Brasil e a Europa. Enquanto estudava pintura na Alemanha, descobriu a beleza e a diversidade da flora brasileira no Jardim Botânico de Berlim. Na década de 1930, de volta à terra natal, o artista revolucionou o paisagismo do século 20 ao introduzir as plantas brasileiras em obras icônicas do nosso modernismo. Também criou um estilo novo, ao tratar jardins como telas tridimensionais. Em seus projetos, cores, texturas e desenhos se unem para criar uma experiência estética que em nada deve à arquitetura dos grandes mestres. Veja na galeria alguns jardins abertos ao público que vale à pena visitar para conhecer melhor o trabalho do paisagista.

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Complexo da Pampulha, em Belo Horizonte, 1941-1945. O traçado orgânico dos jardins cria recantos onde os visitantes podem desfrutar do verde desse complexo arquitetônico. Burle Marx reuniu ali plantas da amazônia, cerrado e mata atlântica, como quaresmeiras, acácias, jacarandás e braúnas. Os canteiros foram organizados ao redor de lagos artificiais e dos edifícios com arquitetura de Oscar Niemeyer.

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Jardins do MAM, Rio de Janeiro, 1956. Um conjunto de 48 palmeiras cerca esse prédio de concreto, projetado por Eduardo Reidy. Vistas do topo, elas formam um elegante conjunto com as plantas rasteiras coloridas, arbustos, bromélias do Nordeste, canteiros de pedras e um espelho d’água com vegetação lacustre. Em uma das áreas, o contraste entre dois tipos de grama forma o padrão ondulado do calçadão de Ipanema.

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Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, 1965. Esse parque de 7 km de extensão ladeia a Baía de Guanabara. Para criar o paisagismo, Burle teve que contornar os efeitos do vento, maresia, além de lidar com um solo de alta salinidade. Nessas condições adversas, o paisagista foi capaz de cultivar 31 espécies trazidas de diferentes regiões do Brasil, mas nunca antes usadas em paisagismo no país. Os canteiros com formas de ameba recebem plantas que florescem em diferentes épocas do ano e contrastam com os seixo e pedras portuguesas.

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Palácio Itamaraty, em Brasília, 1967. A sede da diplomacia brasileira funciona como um cartão de visitas do país. No jardim do térreo, ao redor de um espelho d’água, Burle Marx instalou mais de 80 tipos de plantas do cerrado e da Amazônia. Dentro do prédio, um jardim com buritis e plantas aquáticas cria um elegante fundo para a paisagem. E no último andar, um terraço jardim com esculturas (foto) oferece vistas para o Eixo Monumental.

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Sítio Burle Marx, Rio de Janeiro, 1973. Até sua morte, em 1994, Roberto viveu nessa morada de 34 hectares, com casa, ateliê de pinturas e uma capela do século 17. O paisagista usou sua vasta coleção de plantas para iniciar o jardim; hoje, a área possui 3500 espécies trazidas para o local, principalmente palmeiras, aráceas, bromélias e helicônias nativas do Brasil. Dentro da morada é possível conhecer os objetos do mestre, como as coleções de arte sacra e pré-colombiana, cerâmicas do Vale do Jequitinhonha, móveis e decoração.

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