A Pampulha pode se tornar Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco

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O conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte, é candidato oficial a Patrimônio Mundial da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Se aprovado, o complexo construído em 1943 pelo então prefeito da cidade Juscelino Kubitscheck, e umas das obras-primas de Oscar Niemeyer, será o quarto monumento do estado mineiro a receber o título. Já receberam a honraria o centro histórico de Ouro Preto e de Diamantina e o Santuário do Bom Jesus do Matozinhos, em Congonhas. De acordo com o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico – o resultado deverá sair em 2016 e levará em conta as construções da Igreja de São Francisco de Assis, (ou Igreja da Pampulha); a Casa de Baile; o Iate Tênis Clube; o Cassino (hoje, Museu de Arte da Pampulha) e a Casa de Kubitscheck. Além da assinatura de Niemeyer, todo o complexo intitulado de Conjunto Moderno da Pampulha recebeu o preciso paisagismo de Roberto Burle Marx e encantadoras obras de arte, como os painéis de Cândido Portinari e as esculturas de Alfredo Ceschiatti entre outros.

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A ideia do prefeito da capital mineira, Jucelino Kubitscheck, era desenvolver uma área de lazer ao norte da cidade, chamada Pampulha. Encomendou então ao jovem e já reconhecido arquiteto Oscar Niemeyer o projeto de um conjunto de edifícios em torno do lago artificial.  Um cassino, uma igreja, uma casa de baile, um clube e um hotel foram construídos e à exceção do hotel, a inauguração aconteceu em 16 de maio de 1943, nas presenças do presidente Getúlio Vargas e do governador do estado de Minas Gerais, Benedito Valadares, mentor da proposta.

O primeiro edifício a ser construído foi o Cassino que funcionou até abril de 1946, quando o presidente Gaspar Dutra proibiu jogo em todo território nacional. A partir de 1957, o espaço passou a funcionar como Museu de Arte a Pampulha. Ali notamos claramente a influência do arquiteto franco suíço Le Corbusier ora nos volumes sustentados por pilotis ora nos materiais como o uso de grandes painéis de vidro.

Considerada a obra-prima de todo o conjunto, a Igrejinha da Pampulha como é conhecida, foi considerada uma audácia formal ao usar o concreto armado em toda a sua plasticidade. O projeto complexo contou com a assistência do engenheiro e poeta Joaquim Cardozo, parceiro do arquiteto de toda uma vida. Porém a época, as abóbodas inovadoras foram mal recebidas pela igreja Católica que se recusou a aceitá-la como um espaço dedicado a fé. Apenas em 1959 a capela foi consagrada pela arquidiocese de Belo Horizonte. 

 

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