Artista americana cobre parede de galeria com 5 mil insetos exóticos

O museu Smithsonian American Art Musem pretende reabrir as portas da Renwick Gallery, que está em reforma há dois anos, em novembro deste ano

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Parece brincadeira, mas não é. Jennifer Angus foi convidada para, ao lado de mais  oito artistas contemporâneos, decorar as salas da Galeria Renwick, em Washington, nos Estados Unidos. Em sua instalação, a artista pintou as paredes com um forte tom de rosa, que remete a era Vitoriana. No entanto, para a surpresa dos que entrarem naquele espaço, a textura das paredes é totalmente composta por insetos. Isso mesmo, você não leu errado! São 5 mil espécies coletadas do sudeste asiático e  mantidas em suas cores naturais, que agora colorem o interior desse salão da Renwick em tons iridescentes de verde, azul e roxo. “Há muitas pessoas que criam insetos com o propósito de vendê-los a colecionadores”, explica Jennifer. “Eu procuro reutilizar os insetos que tenho. Depois de uma exibição, eu os coloco em placas de isopor e guardo em caixas até a próxima vez.

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A artista também garante que nenhuma das espécies que utiliza corre risco de extinção. “Muitas pessoas que visitam minhas exposições não fazem nem ideia que tais insetos existem”, conta ela, “Espero que com meu trabalho elas passem a se interessar inclusive pelos programas em prol da salvação das florestas, que são o habitat natural desses bichos e, de fato, estão em perigo.”

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A instalação chama-se “Jardim da meia-noite”, e foi cuidadosamente montada pela artista, que pregou espécies aladas e da terra, em formas espiraladas, de caveiras e flores, dando um ar assustador à sala. Sobre as caveiras, Jennifer diz que nada poderia se encaixar melhor no contexto, afinal caveiras, através da história da humanidade, relacionam-se à mortalidade. “Considerando que meu trabalho requer milhares de exemplares, me parece altamente apropriada a referência ao símbolo máximo associado à morte e à fragilidade da vida”, conta. E completa: “Precisamos dos insetos para sobreviver. Eles polinizam as flores, que em retorno produzem frutos. &0% da comida que consumimos é resultado da polinização feita por eles”.

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Batizada de “Wonder”, que em português pode significar, entre outras coisas, “Surpresa” ou “Admiração”, a mostra buscou reunir os diferentes trabalhos de cada um dos nove artistas, para transformar todo o museu em uma grande obra de arte. Apesar dos estilos diferentes, cada trabalhos estão conectados por se tratarem de obras de arte em grande escala, feitas de materiais inesperados e, em geral, comuns.

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O Smithson American Art Museum volta a funcionar no dia 13 de novembro, às 10h no horário local, e a entrada será gratuita.

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