Garagem virou estúdio com direito a banheira no meio da biblioteca

Casa de poetas, em Nova York, realiza o sonho de trabalhar dentro da banheira numa garagem toda reformada para virar estúdio

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Bruce Smith e Jules Gibbs, dois americanos de meia-idade, vivem em uma típica casa de madeira nos subúrbios de Syracuse, cidade ao norte de Nova York. A impressão de que se trata de um casal comum não resiste a uma olhada rápida na garagem. A dupla transformou o tradicional templo ao automóvel em um estúdio para escrever poesias.

É que esse casal de professores se ocupa em criar poemas, e dos bons. Os livros – cada um escreve os seus – falam de amor, sexo, maternidade. Quem lê as composições da dupla topa com uma enxurrada de imagens fortes: mal dá tempo para pensar entre um verso e outro.

Tudo o contrário do estúdio onde trabalham desde 2014, projetado por Jon Lott, do escritório Para Project. Ali, as superfícies são imaculadas e os espaços, sem conflito. A começar pela volumetria, um bloco retangular branco e simples.

Janelas que mais parecem traçadas a lápis cortam a fachada, dando ao edifício um ar de livro infantil. As esquadrias receberam um tecido da Atex que mistura de silicone e fibra de vidro. A luz entra, mas quem passa na rua não consegue ver o interior.

O primeiro pedido do casal ao arquiteto foi uma grande banheira dentro da qual pudessem escrever. Lott posicionou a estrutura no segundo andar da garagem. Desenhada sob medida, corta discretamente o piso de concreto polido. Ao lado, a biblioteca cobre uma das paredes, o que torna as lombadas dos livros a principal fonte de cor no ambiente branco. Uma vidraça do piso ao teto permite observar as plantas do quintal enquanto se está mergulhado na água quente. O térreo recebe os automóveis.

Escada acima, chega-se à sala de leitura. As paredes são arredondadas, como uma tigela, e o piso foi revestido com feltro grosso. O ambiente é basicamento uma grande cama — e tem, inclusive, almofadas.

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