SP-Arte 2015: Conheça as novidades da 11ª edição da mostra

Este ano a feira traz obras de grande porte e performances com estudantes do Centro Universitário Belas Artes

Fernanda Feitosa celebra onze anos de feira com adesão maciça de galeristas, colecionadores, público e aficionados por arte. Nessa edição da SP-Arte, o foco está nas performances e na ocupação de todos os andares do Pavilhão da Bienal com obras de grande porte no terceiro piso

Mal terminou de comemorar o sucesso da 10ª edição da SP-Arte, que aconteceu em 2014, com 22 mil visitantes e vendas de R$ 100 milhões, Fernanda Feitosa, a diretora da feira, já iniciou os trabalhos para a edição que começa no dia 8 de abril, no Pavilhão da Bienal, e 9, 10, 11 e 12 para o público. Fernanda mede o sucesso de sua empreitada, que começou há mais de uma década, com o faturamento das galerias. 30% do que elas vendem no ano inteiro é feito ali, em cinco dias. E a seleção das participantes é imbatível: Nara Roesler e Fortes Vilaça, para citar duas grandes representantes do Brasil, e mais inglesas, alemãs, americanas e uma africana, pela primeira vez.

Mesmo estando em sua 11ª edição, a feira tem novidades frescas. Pela primeira vez, ela vai ocupar os três andares do Pavilhão. O espaço expositivo do 3º piso foi batizado de Open Plan e ali, sob a curadoria do crítico de arte Jacopo Crivelli Visconti (curador da Bienal de São Paulo, Bienal de Cuenca), o italiano escolheu trabalhos de grande porte como Residência – escada, de Rochelle Costi, How to construct an orange?, de Attila Csorgo e Sphère Bleue, de Julio Le Parc.

Outro ponto importante de 2015 é a realização de performances espalhados pelo edifício projetado por Oscar Niemeyer, no parque e na Galeria Vermelho, o que corrobora a ideia de Fernanda de “contaminar” a cidade com arte. “Convidamos alunos do Centro Universitário Belas Artes para reencenarem, sob autorização do espólio do artista James Lee Byars (1932-1997), a obra Breath (Two in a hat)”, diz Fernanda. Dentro de uma veste com chapéu, performers respirarão em uníssono, discutindo os limites da arte.

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Foi para falar sobre a SP-Arte que Fernanda bateu um papo com a revista Casa Claudia Luxo.

Qual o balanço que você faz de lá pra cá, desde que a SP-Arte de 2014 acabou?

O balanço é muito positivo. Essa feira vai estar mais linda e tomara que tão cheia quanto. Intensificamos o trabalho com as galerias do exterior e também no Brasil. Esse ano, o mix está muito parecido com o do ano passado. Em 2014, tínhamos 78 galerias brasileiras e 58 estrangeiras. Esse ano temos 83 brasileiras e 57 estrangeiras. Algumas são reincidentes (saíram e voltaram), como a Choque Cultural e a Ricardo Camargo. As galerias Blau e Superfície são novas.

E pela primeira vez haverá uma galeria africana?

Sim, a Goodman Gallery, que representa o sul-africano William Kentridge, conhecido do público brasileiro, pois houve uma exposição recente na Pinacoteca. Ficamos super contentes. Temos mais galerias alemãs, a americana Alexander Gray, que tem artistas muito politizados, a inglesa The Approach, muito contemporânea, que fica na entrada da Frieze Art (uma das feiras mais importantes da Europa, que acontece em Londres).

Quais são as obras que vão causar sensação?

Convidamos o italiano Jacopo Crivelli Visconti para fazer uma curadoria de grandes obras para o Open Plan, espaço expositivo que vai ficar no 3º andar. Teremos uma bela instalação do argentino Julio Le Parc, a peça How to construct an orange?, de Attila Csorgo e a obra Residência – escada, de Rochelle Costi.

E haverá perfomances? É a primeira vez que haverá performances?

Sim, no 3º andar, serão de mais de 15 trabalhos, alguns dos quais inéditos. Convidamos dez estudantes de Artes Visuais da Belas Artes para reencenar a performance Breath (Two in a hat), de James Lee Byars (1932-1997), sob autorização do espólio do artista. Dentro de uma veste com chapéu, performers respirarão em uníssono, discutindo os limites da arte.

Já tivemos performances antes com Daniel Toledo, Maurício Ianês, Rose Klabin, entre outros, mas dessa vez, eles ocupam um espaço só para eles. Serão 12 performances com 14 artistas, selecionados por Marcos Gallon, curador do Festival Verbo. Vai acontecer no terceiro andar, nos corredores e do lado de fora do Pavilhão. E algumas acontecerão na galeria Vermelho, como uma contaminação. Estamos trazendo para a feira a discussão da perfomance, o tema está em alta, Marina Abramovic está na cidade.

Qual o balanço financeiro de 2014?

O dado oficial é feito com base no exercício de isenção do ICMS – são autorizadas pela secretaria da Fazenda de São Paulo. Foram R$ 100 milhões de reais, com 300 a 400 trabalhos. E também tem muita gente que visita a feira, mas não efetua a venda ali, compra depois. As galerias nos dizem que as vendas feitas ali representam mais de 30% do faturamento do ano – em apenas cinco dias.

 

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