Túnel retrô: visite o décor anos 60 da série Mad Men

Em meio a espaços estilosos e móveis icônicos, veja os ambientes em que circulavam os publicitários de Mad Men

 

Taças de martini enfeitadas com azeitona, rapazes com cabelos brilhosos e som das máquinas de escrever marcam uma época. A fumaça do cigarro é onipresente, das salas de reunião até o consultório do ginecologista. O rock’n’roll, a pílula anticoncepcional e a psicodelia estão no auge. No ambiente interno, móveis modernos que viriam a se tornar ícones do design. Estamos falando dos anos 60 e, principalmente, da ambientação de Mad Men.

Exibida pela HBO, a série veio ao ar pela primeira vez em 2007. Depois disso, seguiram-se mais seis temporadas. A trama retrata a idade de ouro da publicidade a partir da agência Sterling Cooper, situada em Nova York. É uma época que a chegada de uma máquina de xerox na agência causa tanta comoção quanto a disputa das eleições americanas pelos candidatos Kennedy e Nixon.

Sob a tarefa de transportar os espectadores para o período em questão, os produtores de Mad Men encheram as telas de vestidos tubinhos e mini saias, mas também abusaram de ambientes futuristas e moderninhos. O resultado é uma viagem bem fiel e saudosa do passado. Venha conferir essa decoração repleta de peças clássicas!

 

Cozinha xadrez

Papéis de parede conquistaram as casas da década de 60. O publicitário Don Draper (Jon Hamm) e sua esposa, a dona de casa Betty (January Jones), foram contaminadas pela moda que veio bombar a decoração da época. Na cozinha da família, que segue a estética tradicionalista da residência, há uma versão xadrez com diferentes tonalidades terrosas. O acessório combina com os outros elementos presentes no espaço, como os diversos móveis de madeira. 

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No divã

O vazio existencial e a possível infidelidade do marido afligem Betty Draper, que compartilha essas questões íntimas com o seu psiquiatra deitada em um belo récamier preto, item central do consultório. Conhecido como Barcelona, o móvel foi criado na década de 20 pelos designers Mies Van der Rohe e Lilly Reich. Outro item clássico é a Mesa Saarinen Lateral, que separa o analista da paciente. A peça é criação do designer finlandês Eero Saarinen. Em cores escuras, esses acessórios misturados ao tapete vinho dão um ar de sobriedade ao local.

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Park Avenue

Quem conhece Nova York sabe que a Park Avenue é uma mistura de prédios modernos com edifícios mais antigos. A verdade é que boa parte dessas residências construídas em 1910 mantém a fachada clássica, mas internamente são todas super modernas. Este é o caso do apê de Pete (Vincent Kartheiser) e Trudy Campbell (Alison Brie). O casal usa e abusa da madeira, até os três quadrinhos que enfeitam a parede são feitos com a matéria-prima. Para aproveitar a estética amadeirada, as cores do apartamento são todas em tom de creme equilibrado com laranja e ocre.

 

Escritório futurista

Roger Sterling (John Slattery) é dono da agência que leva seu nome e também do escritório mais futurista entre os criativos do seriado. A estética total white, graças aos acessórios branquinhos, domina o ambiente que ele trabalha. Para não deixar o ambiente tão asséptico, a idéia foi contrabalancear com outros objetos, como as almofadas coloridas, ou os itens de papelaria cromáticos. Na parede, os quadros de Op Art, movimento artístico que brinca com o olhar do espectador, são o ponto alto da decoração. Fazem total sentido sentindo com a fase de “expansão de consciência” que o executivo entra após descobrir o LSD.

 

O escritório de Roger também é depositário da maior quantidade de móveis icônicos criados por designers famosos. A iluminação fica por conta da luminária de chão Arco, do designer italiano Achille Castiglioni, que é conhecida pela base em mármore, e também pela luminária de mesa Nesso. Famosa pela sua forma de cogumelo, o acessório foi elaborado pelo designer italiano Giancarlo Mattioli.

 

Outros móveis presentes na sala de trabalho são sinônimos do modernismo, como o chaise LC4 feito por Le Corbusier em colaboração com Pierre Jeanneret and Charlotte Perriand, e a poltrona Corona. Desenvolvida pelo dinamarquês Poul Volther, sua estrutura com almofadas ovais lembra a anatomia do corpo humano. Passeie pelo escritório do chefe neste vídeo.

 

A mudança

Localizado no mesmo endereço que o antigo prédio da família Campbell, a partir da quinta temporada Don Drapper passa a habitar um apê na Park Avenue. Já separado de Betty, o publicitário escolhe uma moradia espaçosa, totalmente diferente de sua outra casa. O espaço promove uma reviravolta decorativa com a escolha de uma cozinha em cores vibrantes, reforçada pela presença de acessórios coloridos, como copos e taças. Aqui, o papel de parede aparece também em tom terroso, mas numa versão mais estilosa.

 

A sala é o maior atrativo do apê! Traz um sofá modular enorme acompanhando os degraus que separam os ambientes. É ali que Don se divide entre festas, ressacas e amores. Sem falar naquela poltrona de couro com otomano, que vira personagem do seriado quando Don senta para escutar o lançamento do ano: o disco Revolver dos Beatles. Quer conhecer todos os cômodos de perto? O site Archilogic criou um tour virtual aqui.

 

O décor de Joan Holloway

Quem não se apaixonou pela força da gerente Joan Holloway (Christina Hendricks) não entendeu o espírito da série. A personagem complexa mora em um apartamento modesto, mas que traduz sua personalidade. Com a predominância da cor coral nas paredes, alguns diriam que era preciso manter o low profile no restante da decoração. Mas com Joan não é assim! O abuso das cores forte é constante. Cortinas estampadas em turquesa, almofadas em amarelo e azul, além de móveis ultramodernos e outros provinciais, como a mesa de centro e o espelho rebuscado. Poderia ficar tudo muito over ou pesado, mas, mesmo com a miscelânea de estilos, Joan alcança total harmonia.

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O bangalô de Megan Draper

Na sétima temporada, o espectador é transportado para Los Angeles, onde Megan Draper (Jessica Pare), a jovem esposa de Don, se muda para trabalhar como atriz – e a agência Sterling Cooper & Partners chega ao local com uma filial. Super charmoso, o espaço é uma virada no estilo de Megan. Agora ela adota o flower power, meio hippie-chic, condizente com o movimento do final dos anos 60 na costa californiana. A tendência reflete na decoração da sala, onde há manto estampado no sofá, tapetes felpudos, uma lareira cônica Wendell Lovett, uma sela de camelo usada como um banquinho e um console de TV a cores. Já na estante embutida, o destaque é icônico macaco de madeira teca e limba feito pelo designer dinamarquês Kay Bojesen.

 

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