Instituto Moreira Salles inaugura no dia 20 de setembro, em SP

O novo prédio do centro cultural fica na Avenida Paulista e conta com projeto arquitetônico que revela forte diálogo entre a obra e a cidade

Vista da Avenida Paulista, direto da Praça IMS (Mariana Conte/CASA CLAUDIA)

No próximo dia 20, o IMS (Instituto Moreira Salles) abre suas portas em um prédio projetado pelo escritório Andrade Morettin, na Avenida Paulista, e promete agitar ainda mais a cena cultural da cidade de São Paulo. A começar pelo projeto arquitetônico, que deixa clara a intenção de que o espaço cultural tivesse grande interação com a rua. “Trazer a energia da Avenida Paulista para o interior de um museu, que é um espaço mais introspectivo, foi um dos nossos grandes objetivos”, revela o arquiteto Marcelo Morettin que, junto com Vinícius Andrade ganhou, em 2011, um concurso realizado para definir os responsáveis pelo projeto do instituto. A fachada de vidros translúcidos permite que a luz natural invada o local que, durante a noite, transforma-se em uma lanterna na avenida. “Esse material faz a luz do dia refletir no prédio o que, automaticamente, vai revelar ali um humor dependendo dos dias cinzas ou ensolarados”, diz Marcelo.

As escadas rolantes logo na entrada, que levam o público à Praça IMS (Mariana Conte/CASA CLAUDIA)

Para que a conversa entre o prédio e a rua fosse ainda mais efetiva, a entrada do local é nivelada com a calçada da avenida. Para Vinícius Andrade, “pensar em como os edifícios vão se relacionar com o chão da cidade é mais importante do que pensar em como eles vão ser esteticamente”. Ao projetarem o IMS, os arquitetos tinham um desafio: como criar uma área de convivência em um espaço tão verticalizado (são sete andares ao todo)? Decidiram, então, transferir esta área para cima. Logo na porta do prédio, duas escadas rolantes direcionam os visitantes à uma praça, localizada no 4º andar. Dali, é possível ter uma vista incrível da Avenida Paulista. O revestimento de azulejo português no piso, um dos primeiros usados nas calçadas paulistanas, traz a memória afetiva da cidade.

Galeria com exposição Robert Frank, Os americanos + Os livros e os filmes (Mariana Conte/CASA CLAUDIA)

No prédio, serão três andares com galerias, dedicados às exposições. Para a inauguração, serão cinco mostras: Robert Frank, Os americanos + Os livros e os filmes, sobre um dos nomes mais importantes da história da fotografia; a videoinstalação The Clock, de Christian Marclay; Corpo a Corpo, com um recorte da produção brasileira contemporânea em fotografia, cinema e vídeo; São Paulo, três ensaios visuais, com curadoria de Guilherme Wisnik e Câmera aberta, de Michael Wesley. As duas últimas ocupam o Estúdio, um espaço de experimentação, onde especialistas poderão explorar o acervo do IMS através de grandes projeções fotográficas e os visitantes poderão entrar em contato com essas obras.

Biblioteca (Mariana Conte/CASA CLAUDIA)

Ocupam os outros andares uma biblioteca de consulta totalmente dedicada à publicações fotográficas com capacidade para 30 mil títulos e um cineteatro que receberá palestras, apresentações musicais e terá uma intensa programação cinematográfica. Em cada último domingo do mês, apresentações gratuitas de rodas de samba e choro se alternarão no térreo do prédio.

Restaurante Balaio, comandado pelo chef Rodrigo Oliveira (Mariana Conte/CASA CLAUDIA)

Outras duas atrações são a livraria Travessa, que chega à São Paulo e ficará na Praça com um catálogo focado nas publicações sobre fotografia, nacionais e importadas, e o restaurante Balaio, comandado pelo chef Rodrigo Oliveira do Grupo Mocotó. No espaço de 70 lugares, 90% do cardápio será inédito, privilegiando petiscos e pratos para compartilhar, seguindo a linha de cozinha artesanal brasileira e autoral. “O cardápio será enxuto e dinâmico, mudando de acordo com as mostras do Instituto. Mas os dadinhos de tapioca estão garantidos!”, disse o chef.

Obra Viúva Negra, de Alexander Calder (1898-1976) (Bruno Fernandes/Instituto Moreira Salles)

Uma parceria entre o IMs e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) permitirá que a obra Viúva Negra, de Alexander Calder (1898-1976) fique exposta na Praça IMS. A peça esteve na sede do IAB desde 1954.

IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424, São Paulo/SP

De terça a domingo, das 10h às 20h; quinta, das 10 às 22h

Entrada gratuita. Consulte a programação para horários e valores de eventos, cursos e cinema.

 

(Divulgação/CASA CLAUDIA)

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