Prédio do Banespa reabre com pista de skate e espaço artístico

Depois de dois anos e intensa reforma, Edifício Altino Arantes reabre com o Farol Santander e Espaço Arte Imersiva.

O antigo edifício Altino Arantes está prestes a receber uma injeção de ânimo impressionante. 18 de seus 35 andares recebem o renovado Farol Santander. Ele será inaugurado no 25 de janeiro, e no dia seguinte já recebe uma atração especial nos 22º e 23º andares: o Espaço Arte Imersiva, um empreendimento assinado por Facundo Guerra, um dos maiores nomes da cena cultural paulistana, e Tatiana Wlasek, diretora geral da agência Storymakers. A data marca a inauguração da exposição Belo, transitório, intangível e finito, com obras do coletivo russo Tundra e da paulistana Laura Vinci.

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altino-arantes-farol-santanter The Day We Left Field, do coletivo Tundra

The Day We Left Field, do coletivo Tundra (Jennifer Glass/Divulgação)

O prédio, com 162 m de altura, foi por um longo período a maior estrutura de concreto armado da América do Sul, e guarda uma herança importante da capital paulista. As visitas começarão pelo hall do andar térreo, um dos tombados pelo Condephaat, e seguirão até o mirante do 26º andar, onde foi instalado um café com decoração art déco. O projeto conta ainda com uma pista de skate assinada pelo atleta Bob Burnquist — que poderá ser visitada por R$ 50 a hora. Um loft de luxo, com diária de R$ 4.000 e cinco quartos, assinado pelo escritório Triptyque, pode ser alugado pelo Airbnb.

Café Suplicy no Farol Santander Café do Farol por Suplicy Cafés Especiais

Café do Farol por Suplicy Cafés Especiais (Caio Ferrari/Divulgação)

“Queremos que o Espaço Arte Imersiva converse com o momento atual, de empreendedorismo e soluções criativas. Os coletivos de arte autônomos são perfeitos representantes desses movimentos”, contou Tatiana.  O objetivo do espaço é trazer experiências estéticas que se relacionem profundamente com o local nas quais são apresentadas — por isso a presença forte de obras “site specific”, criadas especialmente para um local único, carregando assim suas características essenciais. “O Brasil já tem uma rica tradição nesse tipo de arte e de experiência local — basta lembrar da “Cosmococa”, do Helio Oiticica, por exemplo — e esse foi o caminho que eu e Tatiana quisemos seguir”, conta Facundo, que é diretor criativo da exposição.

altino-arantes-farol-santanter Diurna, por Laura Vinci

Diurna, por Laura Vinci (Jennifer Glass/Divulgação)

Para a inauguração, Laura Vinci preparou a Diurna, um projeto concebido para o espaço, que apresenta uma experiência com a paisagem e a natureza através de projeções de mapeamento de vídeos. Já o coletivo russo Tundra, pela primeira vez no Brasil, apresenta a instalação audiovisual O Dia que Saímos do Campo (The Day We Left Field), que leva o expectador em uma jornada por um mundo distópico, permeados por disparos a laser em um jardim invertido.

altino-arantes-farol-santanter The Day We Left Field, do coletivo Tundra

The Day We Left Field, do coletivo Tundra (Jennifer Glass/Divulgação)

A mostra fica em cartaz até o dia 4 de maio de 2018.

 

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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