Makoto Azuma afunda buquês no mar a mil metros de profundidade

O artista japonês apresenta sua terceira instalação do projeto In Bloom, agora nas profundezas do oceâno Pacífico

 (Shunsuke Shiinoki/AMKK)

O artista Makoto Azuma é conhecido por dar às plantas, por meio de sua arte, um novo significado: a oportunidade de chegarem a locais que jamais seriam possíveis naturalmente. Depois de lançar flores à estratosfera, congelar buquês para um desfile do estilista Dries Van Noten e levar um bonsai para viajar pelo mundo, sua última façanha foi afundar suas esculturas florais no oceâno Pacífico, pela Baía de Suruga, a mais de mil metros de profundidade.

 (Shunsuke Shiinoki/AMKK)

Com intenção de discutir a dicotomia e a relação entre a vida e a morte de uma perspectiva xintoísta, a terceira parte do projeto In Bloom, chamada de SEPHIROTHIC FLOWER: Diving Into The Unknown (FLOR SEFIRÓTICA: Mergulhando No Deconhecido, em tradução livre), documentou o contraste entre as lindas flores, observadas com um veículo submarino operado por controle remoto, e o ambiente inóspito do fundo do mar.

 (Shunsuke Shiinoki/AMKK)

Azuma levou ao fundo do mar, onde nenhum raio de luz consegue alcançar, três buquês com várias flores diferentes e um bonsai. Isso só foi possível graças a um extenso processo científico. Foram meses planejando a estrutura de metal fundido e plástico que suportaria a força do oceano enquanto carregaria as plantas e o equipamento fotográfico. Enguias e outras criaturas abissais interagem com as esculturas, dando às fotos um ar ainda mais misterioso.

 (Shunsuke Shiinoki/AMKK)

 (Shunsuke Shiinoki/AMKK)

Fonte: Designboom e The New York Times

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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