I love prodú

A arquiteta Kika Mattos criou um workshop para falar dos arremates da decoração

O que eu chamo de “arremate”, a arquiteta Kika Mattos chama de “prodú”. Mas estamos falando essencialmente da mesma coisa: dos objetos, acessórios e pequenos móveis que dão o molho e a alma para o décor. Ou seja, a produção. Kika (sócia dos também arquitetos Marcela Penteado e André Bacalov na Triart Arquitetura) é tão apaixonada por essa etapa do projeto que ficou conhecida por isso entre seus colegas e acabou por criar a hashtag #loveprodu e um workshop com o mesmo nome. “Nasci em Sergipe e minha avó era dona de uma das primeiras lojas de decoração do estado. Tenho uma ligação muito forte com esse universo. Como nós, da Triart, gostamos da arquitetura moderna, acreditamos que a produção traz o equilíbrio e o aconchego de que toda casa precisa. Criamos uma casca, depois ela recebe uma maquiagem”, diz ela. Os projetos do trio são entregues aos moradores com tapetes no piso, mantas e almofadas no sofá, objetos na estante, flores nos vasos e um cheirinho bom no ar (até dos aromatizadores eles cuidam).

O workshop é voltado para arquitetos e designers de interiores e já percorreu São Paulo, Aracaju, Rio, Salvador, Maceió e Natal. Nesses encontros, Kika conta como escolhe as peças e como arruma a produção nas casas. Mas também abre espaço para a troca de experiências com seus colegas. Abaixo, algumas dicas dessa expert em prodú:

– Tapetes são fundamentais: vestem o ambiente e fazem uma tremenda diferença.

– Se a arquitetura for moderna, de linhas retas, prefira as cortinas de tecido para dar uma quebrada. Tecido sempre aquece.

– Madeira é outro elemento que traz calor. Uso muitas caixinhas de madeira nas minhas produções.

– Plantas não podem faltar num ambiente. O verde traz aconchego.

– Antes de ir às lojas, faça uma lista dos objetos e acessórios de que você precisa. Parece bobagem, mas isso ajuda a ganhar tempo e não se sentir perdido.

– Na hora de arrumar a produção na casa (ou de reorganizar os objetos para mudar o visual de um ambiente), tire todos os acessórios do lugar. É muito importante observar o espaço do “zero” para sentir o que falta e que vai melhor em cada lugar.

 A parte mais interessante da nossa conversa, porém, está no que Kika chama de “cantinhos”. “Eles viraram a assinatura dos ambientes da Triart. Começamos com a ideia de usar uma cadeira de design não como móvel, mas dar a ela o status de obra de arte. Em vez de ser usada para sentar, ela funciona como o centro de uma composição em que entram também quadros, livros e objetos”. Gostou da ideia? Então veja esta galeria de projetos do escritório para se inspirar. E, se quiser aprender mais com a Kika ou participar dos workshops, siga @kikamattos, @triart.arquitetura e a hashtag #loveprodu.

 

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