Arte, moda e decoração no novo museu da Gucci

Espaço em um palácio do século 14 tem curadoria do diretor criativo da grife, Alessandro Michele

 (Divulgação/Gucci)

Quem está se preparando para ir à Itália (atenção, arquitetos, designers e jornalistas de passagem marcada para o salão de Milão!) pode pensar em dar uma esticadinha até Florença para conhecer o novo museu da Gucci (cerca de uma hora e meia separam as duas cidades, se você usar o trem de alta velocidade). Idealizado pelo diretor criativo Alessandro Michele, o Gucci Garden propõe um mergulho no DNA da grife, com peças que vão de 1921 até os dias atuais. Arte, moda, decoração e design se misturam em uma experiência eclética dentro do Palazzo della Mercanzia, um prédio do século 14.

Além de roupas e acessórios, instalações em vídeo, obras de arte, documentos, peças de décor e outros objetos arrebatam os visitantes. “Decidimos transformar o espaço em um laboratório criativo”, explica Maria Luisa Frisa, chefe do departamento de Moda, Design e Multimídia da Universidade de Veneza, convidada por Michelle para montar a galeria. Artistas como Jayde Fish, Trevor Andrew e Coco Capitán assinaram parte da decoração, dividindo o ambiente com papeis de parede Gucci e pinturas, como o painel em óleo Fantino con bambina, de Domenico Induno. O mobiliário é um destaque à parte. Inclui peças de antiquário restauradas, itens pintados em estilo florentino, mesas, aparadores, bufês, espelhos, tapetes e brocados que vieram de casas de campo e de antiquários.

 (Divulgação/Gucci)

Na sala De Rerum Natura, o foco é a natureza, com destaque para as estatuetas de animais, feitas em prata nos anos 1950, e para os tecidos originais de Vittorio Accornero, responsável pelas estampas da linha Gucci Flora, na década de 1960. Há ainda um espaço dedicado a livros e revistas, com curadoria especial, feita pela Antica Libreria Cascianelli, de Roma. Por ali, não faltam opções para pequenos presentes, como itens de papelaria, cartões postais, shopping bags, caixinhas de música e mapas da cidade.

Para completar, há ainda um cinema, com trinta lugares (poltronas e divãs à disposição) e uma programação de filmes experimentais. O toque final fica por conta de Massimo Bottura. O chef do Osteria Francescana (três estrelas no Michelin) é o nome por trás do restaurante instalado no térreo. Nos pratos, o espírito da culinária da Emília-Toscana. “A ideia é lembrar que Florença sempre foi um centro de intercâmbio cultural, especialmente durante a Renascença”, diz Bottura.

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Em tempo: metade do valor total das entradas será doado para projetos de restauro na cidade de Florença. Imperdível por mais este motivo!

 

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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