Direto de Milão

As novidades que designers e estilistas prepararam para esta estação

Moda, design e décor sempre andaram de mãos dadas. Não à toa, depois de uma longa jornada em ELLE (10 anos, para ser mais exata, sem contar três dirigindo o MODASPOT!), desembarquei em CASA CLAUDIA. Por tudo isso, meu olhar cresceu nesta edição do Salone de Milão. Embora esses dois temas viessem se esbarrando há tempos, pela primeira vez se viu um encontro realmente forte entre criadores e marcas de ambas as partes.

Entre os destaques, a coleção 2017/18 da francesa Hermès, que levou seu tema clássico da selaria para móveis, vasos, objetos e tapeçarias. Fiel ao seu estilo, trouxe seu desenho limpo e clássico para a linha casa, com acessórios de couro e outros itens, como mantas, com forte referência à sua tradição ligada à cavalaria desde 1837, data de sua fundação.

A Louis Vuitton também voltou seu olhar para seu DNA e ampliou a badalada linha Objetos Nômades, lançada em 2012, com forte referência à expertise da marca em trabalhar bolsas, malas e outros acessórios de viagem. Não à toa, o ponto de partida oferecido como inspiração para os designers convidados foram peças de viagem icônicas, como a mala-leito, feita pela marca em 1868 para o explorador Pierre Savorgnan de Brazza seguir para uma missão no Congo. Nesta edição, dois novos criadores se juntaram ao grupo: India Mahdavi e Tokujin Yoshioka. Ao todo, dez novas peças foram incorporadas à coleção.

A Dolce&Gabbana deu continuidade à parceria com a Smeg, criando eletrodomésticos ultracoloridos. A linha, que começou no ano passado com 100 refrigeradores estampados com motivos criados pela grife italiana, agora ganha cafeteiras, batedeiras e torradeiras entre outros mimos, com paisagens e figuras típicas da Sicília.

Conhecida nas passarelas de moda masculina, a Etro lançou em Milão sua primeira linha de papeis de parede, criada em parceria com a alemã Rasch. Sofisticadíssima, ela segue as padronagens e as tonalidades ricas que são marca registrada da grife, em brocados, cashmeres e adamascados.

Um dos mais respeitados designers do momento, o japonês Nendo criou uma série de tecidos transparentes para a alemã Jil Sander, estampados com listras, poás, camuflagem, xadrez e pixels. O projeto, batizado de Objeto Têxtil, incluiu instalações em que Nendo explorava volume, peso e leveza de objetos, destaque para os vasos Jellyfish.

 

 

 

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