Bate-papo com os designers do Estúdio Rain

O arquiteto Ricardo Inneco e a designer Mariana Ramos apresentam seu ateliê e mostram as novidades para 2018

A dupla brasiliense me recebeu na última semana em seu estúdio, na Barra Funda, em São Paulo, para um delicioso bate-papo. Entre uma explicação e outra sobre as novas peças, eles também falaram sobre a mudança para a capital, o design arte e a influência do modernismo em suas criações. Confira abaixo o que eles contaram e, no final,  veja o vídeo que apresenta a coleção.

Quais as principais novidades da nova linha?
R.I: Decidimos explorar materiais e cores, seguindo, claro, nossa linguagem. Assim surgiram as peças de tecido. Também fizemos uma parceria com a dinamarquesa Kvadrat.
M.R: Trabalhamos com cor também nas peças de mármore, a exemplo da mesinha-revisteiro feita com a pedra guatemalteca verde tikal (abaixo). A paleta segue sóbria, como nas coleções anteriores.

Como a cidade influencia as criações de vocês?
M.R: A verticalidade, as cercas e os muros nos inspiram a criar móveis e objetos fluidos, com movimento e linhas orgânicas. A nossa memória está nss construções de Brasília e talvez, involuntariamente, essas curvas, que tanto estiveram presentes em nosso dia a dia, sempre apareçam no momento de desenhar.
R.I: Esta coleção traz  a luminária Ferrão, que tem linhas retas e extremidades pontiagudas. É uma criação que remete a essa verticalidade paulistana.

A mesa-revisteiro feita com mármore verde tikal é inspirada na linguagem arquitetônica A mesa-revisteiro feita com mármore verde tikal é inspirada na linguagem arquitetônica

A mesa-revisteiro feita com mármore verde tikal é inspirada na linguagem arquitetônica (Divulgação/CASA CLAUDIA)

Um é arquiteto e o outro designer. Como vocês combinam estas formações na hora de pensar uma peça?
M.R: Nossas visões são muito complementares. O Ricardo sempre lança desafios estruturais, como na mesa Leme, que tem apenas três pés. E eu trago a dimensão da escala, a aplicação. É uma parceria muito afinada.
R.I: Nós dois somos apaixonados pelo modernismo, seja o brasileiro, o escandinavo ou o italiano. Adoramos o trabalho do arquiteto Marco Bellini, por exemplo. Preferimos matizes mais fechados e linhas com forte apelo gráfico. Logo, as referências são muito semelhantes.

Trouxeram uma linguagem um pouco mais comercial?
R.I: Sim, como nos bancos e mesas da linha Porto. As criações autorais, voltadas para o design arte, continuam a todo vapor. Passamos a ser representados pela americana Aybar Gallery e um ou outro item dessa coleção mais recente deve ganhar edições limitadas, feitas com materiais novos e com adaptações de desenho.
M.R: São dois caminhos bem distintos –  o do comercial e o do autoral – e, ao mesmo tempo, uma união perfeita. Nosso desafio está em cuidar para que um não descaracterize o outro.

See ya,
@tatianedomiciano

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