A Boulangerie e seus objetos de preparo

Os itens usados para preparar o delicioso pão francês também podem dar um charme extra ao décor da sua casa. Veja como!

Tabuleiros de forneria eram usados para descansar a massa de pães e bolos até que estivessem prontas para ir ao forno. Aqui, estes tabuleiros foram adaptados para uma espécie de lustre. Não fica um charme?

Tabuleiros de forneria eram usados para descansar a massa de pães e bolos até que estivessem prontas para ir ao forno. Aqui, estes tabuleiros foram adaptados para uma espécie de lustre. Não fica um charme? (Divulgação/ad.studio)

A coluna desta semana vai fazer um passeio pelo universo das boulangeries (confeitarias). Vamos degustar a história e abrir a cabeça a respeito dos novos usos para antigos objetos feitos para auxiliar no preparo de massas em geral. Só de pensar nos pãezinhos quentinhos saindo do forno já me dá água na boca e é por isso que resolvi ir atrás da história do pão, mais precisamente do pão francês.

Rolos para abrir a massa se tornam lindos objetos cheios de história para decorar uma mesa.

Rolos para abrir a massa se tornam lindos objetos cheios de história para decorar uma mesa. (Divulgação/ad.studio)

Sabiam que o pão francês, na verdade, é chamado pelos franceses de pão brasileiro? Ficaram confusos? Não se preocupem, vou explicar! Para isso, vamos viajar até o final do século 19, na França, mais precisamente Paris, e entender como a cultura da Belle Époque influenciou e criou novos modos de viver. Paris era considerada um centro produtor e exportador de cultura para o mundo. O que ali acontecia, logo se espelhava. Pintura, cinema, teatro, cabarés, restaurantes: a cidade era efervescente, tomada por um otimismo que era resultado da era industrial. O costume de se sentar em boulangeries e cafés era cada vez mais comum e propiciava um frutífero encontro entre intelectuais e artistas – dentro desse mesmo movimento, os restaurantes viraram um programa noturno. Paris se tornou a capital da culinária e um pãozinho pequeno, redondo e com casca dourada virou o centro das atenções. Interessante. Mas e o Brasil? Onde entra em tudo isso? A elite brasileira dessa época estava de olho em tudo que se passava em Paris e viajava constantemente à cidade. A República, recém-instalada, inaugurava uma nova época, reflexo do que ocorria na Europa. O hábito de se sentar em cafés com mesas na calçada foi importado. Uma nova forma de consumir alimentos, de se vestir, de se portar, tudo com elegância, bem ao gosto francês. De acordo com a descrição da receita do tal pãozinho que fazia muito sucesso na Cidade Luz, os padeiros brasileiros criaram uma nova versão: incluíram ingredientes como açúcar e gordura e, em pouco tempo, ela passou a ser conhecida como pão francês.

Veja também

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s