Criar, C.R.I.A.R, CRIAR, Kriar, criAR, CRI-AR…

Vou mostrar, por meio de ambientes da CASACOR SP, como a criatividade pode fazer toda a diferença na hora de ressignificar objetos antigos

Esta semana, vamos fazer um passeio pela CASACOR São Paulo, onde veremos como a composição de um ambiente, utilizando móveis e objetos antigos, pode ser, além de uma alternativa charmosa, uma ferramenta criativa.

Quem acompanha a coluna, sabe do meu trabalho de ressignificação. Dar diferentes usos a itens que foram feitos para outras finalidades é comigo mesma! E para que isso seja possível, o processo criativo é fundamental. Mas qual a melhor maneira de fazer? Como se inspirar? A criatividade tem limites? Não vai chegar uma hora que já não teremos mais novas ideias? Pablo Picasso, pintor (não apenas) espanhol conhecido como um dos fundadores do Cubismo, imortalizou uma frase sobre a inspiração: “Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando.” Para ter ideias basta se mexer, permitir que a inquietude dê lugar à inércia. E quando falamos de CASACOR, estamos sempre em busca de novidades? Algo que jamais vimos? A resposta é sim!

É fascinante ver como um time de arquitetos se inspira constantemente e busca inúmeras referências para que o resultado surpreenda o visitante. Venho há quase sete anos trabalhando intensamente com os arquitetos para que, juntos, pensemos em um acervo jamais visto, mas, principalmente, que sua apresentação seja inédita.

 (Divulgação/ad.studio)

Um bom exemplo é o “Home Family” projetado pelo BC Arquitetos. Quando eles me procuraram, me mostraram o projeto e a vontade de fazer uma estante única. A solução foi restaurar medidores portugueses! Originalmente eram usados para medir a quantidade de grãos. Com o passar do tempo, ganharam outras funções, como porta-utensílio, item de lavabo e até cachepô para plantas. Desta vez, viraram gavetas! Essa solução veio por conta de seus pegadores laterais, que são perfeitos para a nova função.

 (Divulgação/ad.studio)

Já no ambiente da talentosa Marina Linhares, vemos como um égouttoir francês, usado antigamente como escorredor de louças, ganhou novo sentido no seu “Refúgio Urbano”, dando suporte à lenhas.

 (Divulgação/ad.studio)

Como o assunto aqui é criatividade, na “Sala Toki”, da arquiteta catarinense Juliana Pippi, outro escorredor francês do século 19 ganha um uso totalmente diferente. Como suas medidas são próximas às de um pequeno aparador, a arquiteta transformou o móvel em uma pequena biblioteca para guardar livros e objetos queridos.

 (Divulgação/ad.studio)

E, para finalizar, o Loft Ninho, de Nildo José, abraçou a colaboração entre o ad.studio e o artista plástico Antonio Bokel colocando em seu espaço a obra “Contém alma de artista”, composta por vidro de farmácia português do início do século 20 estampado com tinta acrílica e bisnaga em óleo. No seu ambiente, a obra ganha outro acolhimento na cabeceira da cama.

“Criatividade é apenas conectar as coisas. Quando você pergunta a pessoas criativas como elas fizeram alguma coisa, elas se sentem um pouco culpadas, porque não fizeram algo realmente, elas só viram algo. Parecia óbvio para elas o tempo todo.” – Steve Jobs

 

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 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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