Mãos gigantes “sustentam” edifício na Bienal de Veneza

O artista Lorenzo Quinn apresenta obra monumental na mostra italiana

Obra Support, de Lorenzo Quinn, instalada na 57ª Bienal de Veneza

Obra Support, de Lorenzo Quinn, instalada na 57ª Bienal de Veneza (Lorenzo Quinn/ Halcyon Gallery/Lorenzo Quinn / Halcyon Gallery)

Durante a Bienal de Veneza, tudo pode acontecer. E uma obra que me chamou atenção nesta 57ª edição, aberta no último dia 13/05, são as mãos gigantes que o italiano Lorenzo Quinn instalou em um dos canais da cidade.

Chamada “Support”, a obra reflete sobre o aquecimento global e a própria história milenar de Veneza, assim como o discurso político que a arte pode conter. Trata-se de duas enormes mãos de pedra, que submergem do mar em direção às paredes do Hotel Ca’ Sagredo, como se estivessem sustentando suas estruturas para que não afundem – ou então, tentando puxá-las para a água.

Obra Support, de Lorenzo Quinn, instalada na 57ª Bienal de Veneza

Obra Support, de Lorenzo Quinn, instalada na 57ª Bienal de Veneza (Lorenzo Quinn/Lorenzo Quinn / Halcyon Gallery)

“Quis esculpir aquelas que são consideradas tecnicamente mais difíceis e desafiadoras partes do corpo humano. As mãos contêm tanto poder… o poder de amar, de odiar, de criar, de destruir”, explica o artista em seu site. Elas foram criadas no estúdio do artista, que as instalou com ajuda de guindastes.
Obra Support, de Lorenzo Quinn, instalada na 57ª Bienal de Veneza

Obra Support, de Lorenzo Quinn, instalada na 57ª Bienal de Veneza (Lorenzo Quinn/Lorenzo Quinn / Halcyon Gallery)

Pois em tempos tão turbulentos pelos quais passamos, esta é uma obra bem emblemática, daquelas que diz muito com pouco. A Bienal de Veneza vai até dia 26 de Novembro, tempo no qual a obra também permanece.
Para ler ouvindo: Les Fleus, da norte-americana Minnie Riperton, linda demais e super good vibe.
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