O futuro da hospitalidade nos centros urbanos

Como algumas marcas podem usar sua própria infra-estrutura e experiência para ajudar o seu público a evoluir e, em alguns casos, lucrar com isso

06-escritorio-coworking-em-madri-tem-espacos-ludicos-e-coloridos Coworking utopic_US, em Madri

Coworking utopic_US, em Madri (Imagen subliminal/Divulgação)

Na coluna anterior, escrevi sobre a enorme demanda por coworkings e colivings. Nos EUA, espaços de coworking já ocupam mais de 8 milhões de metros quadrados de antigos espaços de escritórios tradicionais. E até mesmo os operadores de hospitalidade estão buscando lucrar com esta demanda.

A start-up Spacious transforma restaurantes sofisticados em espaços de escritórios durante horas, quando eles normalmente ficariam fechados – geralmente pela manhã e no período da tarde. Os membros podem usar o portfólio de propriedades da empresa por US$ 96 por mês ou US$ 29 por dia e isso também lhes dá comida, bebidas e um serviço de concierge.

Da mesma forma, os hotéis estão ganhando dinheiro, transformando suas comodidades em playhouses amigáveis ao trabalho. O grupo de hospitalidade Ovolo, de Hong Kong, lançou o Mojo Nomad. Ele proporciona aos membros descontos em estadias prolongadas com acesso a espaços de trabalho coletivo, eventos de rede, acesso à academia 24 horas e coquetéis de cortesia.

Enquanto isso, o The Student Hotel – projetado para estudantes ou aqueles com o mindset curioso por aprender – é super equipado para desencadear criatividade com auditórios, mini-salas de aula e espaços para TEDTalks.

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Além disso, os hotéis também estão se tornando criadores de talentos. Por exemplo, o projeto da rede de hospitalidade Marriot é genial. Chamado Canvas, ele foi criado para transformar e monetizar espaços não utilizados dentro da rede. Ele oferece aos funcionários e empreendedores do universo da gastronomia espaços em seus sites globais para lançar restaurantes pop-up. Um deles, o japonês conceitual Notch, faturou meio milhão de libras durante a sua residência de 3 meses.

O criador, Ashley, funcionário do Mariott na época, abriu uma consultoria para bares e restaurantes, usando a experiência adquirida como um trampolim para lançar seu próprio negócio. Isso reflete o crescente desejo dos consumidores de que as marcas forneçam acesso às redes profissionais – o que pode viabilizar o negócio de quem está iniciando sua carreira.

É sobre marcas habilitadoras, que usam sua própria infra-estrutura e experiência para ajudar o seu público a evoluir, mesmo que isto acabe dando asas a um concorrente futuro. Eu acho este conceito incrível, porque atende perfeitamente ao consumidor dissidente, que acredita que as marcas tem o poder de transformar o mundo.

 

  • Andrea Bisker é especialista em tendências e comportamento e responde pela operação da consultoria britânica Stylus em território nacional
    Veja também: styluscurve.com

 

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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