Os gadgets da culinária

Smartphones, tablets e até laptops estão se tornando ferramentas indispensáveis dentro da cozinha

O azul e o branco do painel casam direitinho com o pínus dos armários e com o cinza utilizado no piso, nas paredes e nas bancadas de composto sintético.

A geração millennials não vê o ato de cozinhar como uma obrigação, e sim como uma experiência. Eles encaram o mundo de uma forma muito diferente das gerações mais velhas, principalmente no desejo de testar coisas novas, aceitar riscos e aprender – particularmente ao que diz respeito a referências multiculturais. Os dispositivos conectados, que se comunicam entre si, estão oferecendo uma experiência guiada e intuitiva para esses chefs amadores. As tecnologias mais avançadas corrigem até mesmo erros em receitas que precisam ser modificadas.

De fornos que acessam uma rede de milhares de receitas digitais a panelas elétricas que liberam ingredientes de seis compartimentos diferentes, dependendo do tempo de cozimento de cada um, a cada dia há um novo lançamento para tornar o ritual de cozinhar mais fácil e intuitivo. Principalmente dentro do universo da Inteligência Artificial, com vários “assistentes high-tech” que oferecem receitas sob comandos de voz.

Há também aparelhos que podem ler as notícias do dia, dar previsão de tempo e tocar playlists no Spotify, além, é claro, de orientar na elaboração de pratos sofisticados. Um exemplo de assistente pessoal superpoderoso é o Alexa, da Amazon, que aos poucos está criando mais e mais ferramentas que tornam seu uso indispensável dentro de casa. Ele realiza tarefas como: fazer compras de supermercado, calcular calorias e dar instruções de culinária. O Alexa está sendo usado por diversas marcas, como Nestlé e Campbell, e até pela marca mexicana de tequila Patrón, que viram no aparelho uma maneira de fortalecer a ligação com o consumidor e transformar sua bebida num item permanente na lista de compras da casa.

Horta de temperos do lado de fora da janela desta cozinha

Horta de temperos do lado de fora da janela desta cozinha (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Talvez uma das mais significativas mudanças dos últimos tempos seja a cultura do cultivo de ingredientes em casa. Ela é hoje mais palpável e atraente do que nunca graças a elementos de design e tecnologia. Esse fenômeno está sendo fortalecido mais do que nunca pela demanda por alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos. 73% dos consumidores do planeta se preocupam com o fato de o abastecimento global estar comprometido pela contaminação dos alimentos. Como resposta, a produção doméstica começa a influenciar o design e a funcionalidade das nossas cozinhas.

Existe uma grande diversidade de produtos no mercado hoje para atender essa demanda. Um deles, o SproutsIO, é uma mini horta de bancada que usa a cultura hidropônica. Um serviço de assinatura envia refis de sementes nos períodos que coincidem com as épocas de colheita de vegetais como berinjela e couve. Ao mesmo tempo, um aplicativo mostra informação ao vivo em relação à saúde da safra. Outro equipamento que certamente estará presente nas cozinhas do futuro são os aparelhos de compostagem, que transformam os restos de comida em adubo em 24 horas. Apropriar-se do processo, portanto, é garantia não só de novas experiências como também de uma vida muito mais saudável.

  • Andrea Bisker é especialista em tendências e comportamento e responde pela operação da consultoria britânica Stylus em território nacional
    Veja também: styluscurve.com

 

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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