Apartamento tríplex em Belo Horizonte é assinado por Ângela Roldão

Em um tríplex projetado pela arquiteta Ângela Roldão, uma composição de achados vintage é o lar de um casal jovem, apreciador da arte contemporânea e do estilo cosmopolita.

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Quem já teve a oportunidade de conhecer qualquer obra projetada pela arquiteta Lina Bo Bardi, como o Museu de Arte de São Paulo ou o Sesc Pompeia, apenas para citar dois exemplos bem emblemáticos, sabe que a profissional, nascida na Itália e radicada na capital paulista, pregava o brutalismo, movimento que incentivava a “verdade estrutural das edificações”, com a utilização de perfis metálicos, vigas, pilares, concreto, paredes sem pintura, ferro e metal. O movimento sempre foi admirado pela arquiteta Ângela Roldão, que pôde colocar em prática sua paixão em um apartamento localizado em bairro nobre de Belo Horizonte. A sorte foi ainda maior porque Ângela projetou também o edifício, idealizado para abrigar uma loja de móveis e algumas unidades de apartamentos dúplex e tríplex. “Não há sofisticação e a arquitetura de interiores foge do convencional. O jovem casal de proprietários – ela médica e ele empresário – fez apenas uma exigência: nada de bege ou branco. Foram categóricos”, lembra Ângela, que misturou peças de design consagradas a outros achados vintage. Entre as relíquias que se destacam no projeto, estão os sofás e as poltronas de couro marrom envelhecido, a mesa de jantar com base de hastes niqueladas de aço e as cadeiras projetadas pelo arquiteto e designer americano Warren Platner. A mesma linguagem masculina foi perseguida na escolha dos acessórios, a exemplo das luminárias de chão e de mesa e das pás de helicóptero, que foram alçadas à condição de obra de arte e são as estrelas do primeiro pavimento, onde estão o living e a cozinha com balcão, armários pretos e cadeiras desenhadas por Harry Bertoia, designer e escultor italiano. “Adoro esta cozinha aberta, onde posso cozinhar e receber os amigos”, fala o proprietário, que tem orgulho de morar em um lugar onde tudo é diferente. A coluna vertebral do apartamento é uma escada de aço corten, seguida por um original elemento escultural, de estrutura vazada, que tem a função de proteger e funciona como uma instalação que percorre os três andares do apartamento. “É como uma brincadeira. Os amigos do casal se divertem ao observar a peça”, revela a arquiteta. Na parede em frente à estrutura de proporções generosas, Ângela colocou uma reprodução do emblemático edifício Chrysler Building, o terceiro arranha-céu mais alto de Nova York. “Como tudo ficou com cara de loft, nada mais apropriado do que colocar uma das imagens mais famosas do mundo”, afirma Ângela, que confessa ser fã da paisagem externa do bairro de Lourdes, vista que os moradores e visitantes observam das janelas do tríplex. “É igual a Nova York”, diz ela. Uma deliciosa mistura que os mineiros conseguem enxergar.

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