Arthur Casas assina um apartamento de frente para o mar da Barra da Tijuca

Marcado pela leveza, este apartamento de 800 m² de frente para o mar da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, é a perfeita tradução da estética de Arthur Casas.

Arthur Casas é um arquiteto que pensa no todo. Seu estúdio no Pacaembu, bairro nobre de São Paulo, realiza projetos dos mais variados perfis – de prédios comerciais a condomínio de casas –, mas seu conceito de viver bem está sempre lá, independentemente do formato. Horizontalidade do espaço, ambientes amplos com iluminação natural, espírito modernista e mobiliário assinado por grandes nomes do design brasileiro. “O trabalho do arquiteto começa a ficar mais refinado com o tempo e hoje me sinto extremamente satisfeito com o que fazemos no escritório”, afirma. Ele conta que recebeu carte blanche neste apartamento que projetou para uma família de três pessoas na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Portanto, os elementos que definem sua arquitetura aparecem de ponta a ponta. “Reformamos o apartamento por inteiro, aproveitamos somente a coleção de arte que o casal já possuía”, diz. A ideia base foi demolir as paredes e unir os ambientes. “Até o home theater, que normalmente os clientes pedem que seja separado, está integrado”, comenta o profissional. Com vista para o mar, todas as salas se comunicam por meio de grandes portas de correr embutidas, que ficam a maior parte do tempo abertas, formando um amplo salão com diversos ambientes e fluxo livre. A varanda se funde ao living, acentuando a amplitude do olhar. A única porta fechada é a do corredor, que leva para os quartos. Na suíte do casal, cama e banheira estão voltadas para o mar – e a televisão foi alocada numa portinhola alçapão no teto. O mobiliário traz uma coleção de peças únicas e raras garimpadas em antiquários do Rio de Janeiro, São Paulo e Buenos Aires, na Argentina, além de sofás e mesas assinados pelo próprio arquiteto. O único pedido dos proprietários foi uma cozinha gourmet, que nas mãos de Arthur Casas se transformou numa sala que pouco lembra o ambiente tradicional. A bancada de corte é uma mesa de madeira de demolição. E, no lugar da despensa, há prateleiras com livros. Outro aspecto recorrente nos projetos de Casas muito presente na residência é a harmonia entre arquitetura, decoração e paisagem. Ele explica que até a moldura dos quadros foi pensada estrategicamente para não poluir o ambiente. A paleta de cores dos móveis, objetos, paredes, tapeçaria e piso segue a mesma lógica. “As cores são suaves porque os tons que vêm de fora – do mar, da montanha, do céu – já são muito fortes”, afirma o arquiteto. Aqui, o luxo é minimalista e revela-se sob uma sofisticada simplicidade.

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