Casa rodeada pelo cerrado reverencia a natureza

Situada em um condomínio ecológico, próximo a uma área de preservação ambiental, esta casa leva a assinatura do arquiteto goiano Leo Romano.

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Com uma vizinhança de porte tão nobre, o arquiteto Leo Romano não poderia deixar de reverenciá-la. Um condomínio ecológico em Goiânia, cercado pela vegetação do cerrado, atraiu o casal de empresários do mercado de moda e suas filhas, que elegeram o lugar para sediar a nova casa da família. Por isso, o ponto de partida do projeto foi abri-lo para o verde exuberante que circunda o lote e deixá-lo fazer parte do cotidiano dos moradores. Dessa forma, a fachada se fecha para a rua, garantindo privacidade, enquanto, no lado oposto, grandes vãos possibilitam uma atmosfera de liberdade, amplitude e uma inabalável quietude, propiciada pela calmaria dos ventos que movimentam as árvores. Os clientes já eram conhecidos de Leo. Quando compraram o terreno, convidaram o arquiteto para criar também a nova casa: “Havia feito um projeto comercial para eles anteriormente. A satisfação no primeiro momento ampliou a confiança e proporcionou uma criação mais livre”, conta.

Um dos principais pedidos feitos pelo casal foi que o traço autoral do arquiteto estivesse presente. Eles também pediram que a construção se integrasse ao entorno sem agredir a natureza, que morava ali havia mais tempo. Elementos marcantes e surpreendentes, e ao mesmo tempo suaves e harmônicos, atraem o olhar e dão personalidade, como o amarelo intenso escolhido para colorir o volume que abriga o hall de entrada e a sala de TV, e o encantador painel de azulejos na parte superior da fachada. “Foi uma oportunidade de homenagear Athos Bulcão. Inspirei-me em seus painéis para criar as peças que compõem essa obra”, explica Leo. Como os clientes queriam algo exclusivo, o arquiteto usou o desenho de um boi estilizado, marca de seu escritório, para estampar as peças cerâmicas. Ele desconstruiu a forma original da figura para que ela ficasse diluída no conjunto. Leo é um divulgador da cultura de sua região, por isso a arte local também está presente, representada por duas telas que trazem colorido aos ambientes de estar e jantar, assinadas pelo artista goiano Pitágoras. O mobiliário, na maior parte brasileiro, dialoga com a arquitetura de linhas limpas e precisas. No estar, as poltronas Mole e Oscar, de Sergio Rodrigues, são as protagonistas, com as banquetas Girafa Bordadeira, de Lina Bo Bardi, e a escada escultórica de Jader Almeida. Na sala de jantar, Leo optou pelas cadeiras Pantosh, do estúdio Lattoog. Esses dois ambientes são interligados por um tapete aubusson com nuances de tons neutros. Na varanda principal, que se alonga sob o volume superior, onde está a área íntima, o destaque são as poltronas Astúrias, do designer Carlos Motta. Ali a família pode desfrutar de momentos especiais junto da natureza.

 

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