Coleções dão vida ao apartamento em Porto Alegre

No apê de 192 m², em Porto Alegre, o publicitário Ismael Goli abriga os objetos que garimpa em viagens, feirinhas e, principalmente, na casa de seus antepassados.

Qualquer peça da qual Ismael possua mais do que duas unidades tem potencial para virar uma coleção. É assim, juntando objetos, que ele constrói os espaços do apartamento que divide com a mulher, a publicitária Mari Balestra. Até da reforma ele quis cuidar pessoalmente. A quebra de uma parede integrou o terceiro quarto à sala, e vigas e tijolos ficaram à mostra. “Gosto muito mais de textura do que de cor”, explica. Em algumas superfícies, ele simulou o visual de concreto com tinta cinza misturada a pó de cimento e deixou o acaso dar o toque final. Surgiram manchas na secagem. “Sinto que esse tipo de recurso torna a casa mais autêntica.”

Parte da compulsão de Ismael por comprar objetos é absorvida pela loja que ele fundou há seis anos, a Refúgio Urbano – um espaço que integra bistrô, decoração, presentes e moda infantil. A arquiteta Daniela Corso, frequentadora constante do local, conheceu recentemente a casa do publicitário e aponta traços semelhantes entre os dois espaços: “O que mais me encanta é o talento para editar, a capacidade que ele tem de transformar peças antigas ou novas em relíquias contemporâneas únicas”. Andando pelo apartamento, é possível se distrair por um bom tempo olhando letreiros, cúpulas de vidro com bichos de porcelana, brinquedos de lata e bibelôs.  

Mari se diverte com o estilo acumulador do marido. “Tem tanta coisa aqui que, se algum dia a gente precisar fazer a partilha de bens, vai demorar uns dez anos”, afirma ela, e dá risada. A coleção preferida de Ismael é a de louça branca, que pode ser vista no armário sempre aberto da cozinha e também em alguns nichos da sala. “Ainda guardo várias caixas fechadas. Falta espaço para expor todas as peças, mas fico feliz de saber que estão em segurança”, confessa ele. Essa paixão explica a arrumação perfeita dos utensílios nas prateleiras e reflete o amor dos moradores pelos ambientes que criaram. É Ismael quem diz: “A casa da gente é a gente por dentro”.

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