Decoração high and low e arquitetura neocolonial na casa dos 1960

Esta casa é um retrato da história de vida de Luiz Otávio Debeus e Tadeu Nasser, com a elegância da arquitetura neocolonial e a mistura de peças adquiridas mundo afora.

Dois lindos painéis de azulejaria portuguesa vestem de azul e branco parte das paredes desta casa no Jardim Europa, em São Paulo. E foram esses elementos decorativos, além da arquitetura neocolonial, que causaram impacto em Luiz Otávio Debeus e Tadeu Nasser, proprietários da loja Stile d.o.c. Assim que eles entraram na morada, erguida no final dos anos 1960, ficou claro que a coincidência não poderia ser mais feliz. Afinal, Luiz Otávio é apaixonado por igrejas portuguesas e pelo mobiliário colonial brasileiro. “Nos encantamos assim que chegamos. A casa estava muito bem preservada. Não precisamos reformar nem pintar nenhum ambiente”, diz Tadeu.

Peças garimpadas e cheias de história

 

Na casa, ocupada pelos empresários desde o final do ano passado, a decoração personalíssima, de ar clássico, atrai a atenção. É do intercâmbio de olhares e vivências de cada um dos moradores que surge o inspirador projeto de interiores. Nada aqui se rende a modismos passageiros, tudo foi cuidadosamente escolhido para durar muitos anos. Desde a adolescência Luiz Otávio gosta de colecionar peças antigas, cheias de histórias. “Sempre que via a porta de um antiquário aberta, eu entrava”, lembra. Ao longo dos anos, seu gosto singular e apurado encontrou vasos de opalinas, esculturas de bronze, porcelanas chinesas… “Nossa casa é uma construção estética que se origina das viagens que fazemos, dos filmes a que assistimos, dos livros que lemos. Procuramos agrupar cada item de forma harmoniosa e adoramos unir o high and low, de misturar algo em conta com uma peça mais cara”, ressalta Luiz Otávio.

Da loja Stile d.o.c., onde Luiz Otávio e Tadeu reúnem de maneira primorosa móveis e objetos novos e vintage de vários países, vieram diversas peças distribuídas pelos dois andares da casa. As cores da nossa bandeira estão nos estofados, nos acessórios e nas obras de arte, temperando os espaços de brasilidade.

O tempo agrega beleza às peças

 

Seguindo a intuição, sem receio de ousar e experimentar, a dupla agrupa com elegância móveis e acessórios de diferentes cores, estampas, materiais e procedências. Na sala de estar, a estante para livros traz obras de dois grandes nomes da decoração que sabem conjugar diferentes estilos com maestria: o marroquino Alberto Pinto e o francês Jacques Grange, tão admirados pelos moradores. Boa parte do que a casa de 700 m² abriga passou pelo teste do tempo e foi produzida manualmente. O móvel mais antigo é uma mesa de madeira do século 18 que pertenceu a uma sacristia. A superfície exibe ranhuras, rabiscos, desgaste da cor. Na pátina do tempo reside a beleza da peça e de tantas outras expostas na morada. Resultado de uma coleção especial e rara, esta casa é coerente com a trajetória de vida de seus proprietários e, acima de tudo, se mostra acolhedora e cheia de vida.

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