O contemporâneo e o retrô em um apartamento para duas pessoas

Peças contemporâneas e retrô dão forma à morada de dois amigos com estilos bem diferentes.

“Um núcleo familiar moderno.” É assim que o designer André Bastos, do estúdio Nada Se Leva, define o apartamento que divide com o amigo de longa data, o publicitário Eduardo Gaidies. Depois de morarem juntos em uma casa alugada durante anos, eles decidiram manter a parceria e investir na compra de um lugar mais espaçoso. Logo que iniciaram a busca pelo imóvel ideal, encontraram dois apartamentos, já unidos, em um prédio nos Jardins, bairro tradicional de São Paulo. “Nossos amigos moram aqui perto. Quando eu escolhi essa região, pensei que, em vez de a gente sair para bares e restaurantes, eu poderia reunir todo mundo em casa”, diz André, que elaborou o projeto de reforma privilegiando espaços para receber com muito conforto. Apesar de a personalidade de ambos ser bastante diferente, o gosto por viver entre amigos é comum aos dois. Porém a rotina gostosa do dia a dia também era um desejo. Eles não abriam mão de ter um espaço com jeito de casa. Para isso, o designer lançou mão de itens acolhedores, como o piso de cumaru, objetos de família queridos e um sofá com toque delicado. Além disso, os quartos possuem características que espelham o jeito de ser de cada um: o de Eduardo, em tons de azul-claro, traduz a serenidade do publicitário, o de André, com matizes escuros, peças contemporâneas e retrô, combina com seu jeito mais agitado. Outro destaque do apartamento é a vista que se tem das janelas, emolduradas em estantes desenhadas pelo designer Jean Paul Tortil. “Nós temos uma paisagem urbana com um infinito de árvores. Por isso, a ideia era ter a possibilidade de sentar junto da janela para ler, descansar ou contemplar o movimento. Com as estantes por perto, os livros ficam à mão”, explica André. As obras de arte arrematam a decoração cheia de referências de design. Entre os destaques, está a pintura a óleo da coleção Mimi the Clown, do grafiteiro francês Miguel Donvez, que desenha palhaços pela França. “Agora que tenho mais paredes, a vontade de colecionar ficou maior porque se pode conviver melhor com as obras quando temos espaço para isso”, afirma.

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