Obras de arte dão o tom neste apartamento debruçado sobre Ipanema

A vista é deslumbrante e o mobiliário assinado no tríplex reformado sob medida para um jovem empresário francês, a uma quadra da praia

Apaixonado pelas diferentes tonalidades de azul que tingiam a paisagem da janela do hotel onde se hospedava, na praia, o jovem empresário francês não teve dúvidas: resolveu investir em um imóvel bacana, na zona sul carioca, perfeito para passar longas e relaxantes temporadas sob o sol dos trópicos. Seu olhar estético apurado logo garimpou um apartamento tríplex, de 330 m², a uma quadra do mar de Ipanema. Antiquado, mas compotencial de sobra. “A planta era mal dividida e os cômodos, escuros. Mesmo assim, o espaço tinha ótimas possibilidades, bastava uma reforma completa e radical, posicionando a área social para os fundos, onde se beneficiaria da melhor vista”, conta o arquiteto Alexandre Gedeon, que, com o sócio, Hugo Schwartz, do escritório InTown, foi convocado para literalmente quebrar tudo e redesenhar a configuração dos ambientes.

 Saiba como foi o planejamento da reforma e da decoração

 

“O proprietário nos deu carta branca. Resolvemos deixar os quartos no primeiro piso. Em cima, ficou o estar com a cozinha. E, por último, o terraço com a piscina aquecida, junto de uma confortável salinha de TV. Criamos uma base neutra usando revestimento de cimento, piso de tábuas corridas e muito branco nas paredes. A personalidade vem especialmente dos móveis e das obras de arte”, revela Alexandre. A escolha de cada peça seguiu a cartilha de privilegiar qualidade e design assinado, misturando nomes nacionais e internacionais, entre profissionais jovens e consagrados: Sergio Rodrigues, Gaetano Pes e, os irmãos Ronan e Erwan Bouroullec estão entre os ilustres eleitos. “Montamos um quebra-cabeça com estilos variados. A marcenaria, aqui, é mínima, quase imperceptível, seguindo a cartilha europeia, que privilegia ambientes fluidos e soltos, fáceis de serem renovados.

A harmonia é sutil, mas evidente”, aponta Hugo. Nas obras de arte, o gosto pela street art e o traço ousado e irreverente do grafite ficam aparentes nas telas de grande formato que pontuam as paredes. “Sou fã da arte brasileira, que vem se destacando mundialmente. Queria montar aqui um espaço onde pudesse expô-la de forma abrangente, como uma galeria informal”, conta o proprietário. “Acho que por ser um cidadão do mundo, acostumado a todo tipo de paisagem e sotaques, desenvolvi um olhar treinado para identificar o que me agrada, independentemente da assinatura. Poderia me definir como um colecionador com personalidade, que não se deixa levar por modismos. Espero ter conseguido imprimir essa assinatura aqui, neste espaço iluminado e cercado pelo deslumbrante cenário carioca”, acrescenta ele.

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