Tania Eustáquio reforma um apartamento que abriga uma coleção de arte

Após 15 de amizade, a arquiteta Tania Eustáquio reformou o apartamento de amigos, que recebeu a configuração ideal para criar um ambiente convidativo à família.

 

Uma das maiores realizações de um arquiteto é receber carta branca para um projeto. Mas não é qualquer um que alcança esse mérito. Além da competência, outra característica é imprescindível: a confiança do proprietário. E esta só se adquire após anos de convívio. A arquiteta Tania Eustáquio foi premiada com uma dessas incumbências. Graças à amizade com os proprietários, surgida há mais de 15 anos. Depois de duas reformas em antigas moradas, Tania recebeu o aval para transformar os 400 m² da nova casa em um ambiente adequado ao cotidiano do casal. Cansados de viver no burburinho do bairro paulistano dos Jardins, encontraram, há um ano e meio, a calma que procuravam em um típico e amplo prédio de Higienópolis. Conhecendo os proprietários, Tania já sabia que deveria explorar a sala. Derrubou as paredes que separavam a de jantar da antessala para ampliar o espaço. “Eles têm mais de 30 anos de casados. Têm filhos e netos e gostam de lugares bem contemporâneos. Então, pensei o projeto para esse fim, sem deixar de ser acolhedor”, conta. Foram apenas cinco meses para reformar o novo lar. “Mantivemos o piso de marfim, mas clareado, para ressaltar sua cor original”, revela ela. E a escolha não foi à toa. A casa inteira, ambientada em preto e branco, nos convida a prestar atenção nos detalhes. O contraste está nos móveis, nas paredes e, coincidentemente, nas obras do artista e tio da proprietária Sérvulo Esmeraldo. Os quadros e esculturas geométricos do cearense permeiam o apartamento. Muitos deles receberam luz direcional para valorizar suas formas, e uma coleção ganhou um carinho especial, a pedido da sobrinha e fã. Uma sequência com 30 obras em pequeno formato foi meticulosamente colocada na grande meia-lua de alvenaria, contornando o corredor que dá acesso aos quartos. Em frente pelas grandes janelas, que dão vista para a copa das árvores na rua, só entram luz natural, som de passarinhos cantarolando e as badaladas do sino de uma igreja próxima. Um refúgio preenchido com a calma do bairro, os objetos de uma vida e os traços de uma amiga.

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