Uma casa cheia de obras de arte contemporânea

Casada com um colecionador apaixonado por arte contemporânea, a empresária Camila Cutait Abdalla divide sua casa com criações geniais de mestres da arte.

Sentados no hipopótamo e no rinoceronte de juta, criados na década de 1960 pela dinamarquesa Renate Müller, os pequenos Otávio e Gustavo, de 6 e 4 anos, se divertem jogando videogame na TV, que convive na estante com obras de Amélia Toledo, Adriana Varejão e Jeanete Musatti, entre outras. Ao lado dos meninos, repousam sobre mesas de centro assinadas por Sergio Rodrigues e Lucio Costa peças raras, como as caixas de acrílico de Paulo Bruscky e as camisas de pastilhas de Yamazaki Nobuko. Na rotina da casa de Camila e Fernando, é assim: as crianças convivem com a arte desde cedo, num entrosamento tão natural quanto o prazer que seus pais têm em colecionar o que de melhor existe no universo artístico contemporâneo. Fernando, que começou a cultivar ainda muito jovem o gosto de estudar a produção de artistas nacionais, tem hoje uma das maiores coleções do potiguar Abraham Palatnik. “Por enquanto, são cerca de 2 mil itens, pesquisados e comprados um a um. Quando ele gosta de um artista, não para nunca de ir atrás de novas peças”, revela Camila. Ela também comunga da paixão do marido. Em viagens, idas a feiras de arte, exposições e galerias, está sempre descobrindo trabalhos fascinantes. Foi numa dessas incursões que a empresária conheceu as criações de Camille Kachani. “A convite de um fornecedor nosso, fui ao vernissage do Camille e amei sua arte pop. Não resisti à Kombi de pelúcia sobre lona, ficou perfeita na parede de minha sala”, conta. Toda essa gama preciosa exposta pelos ambientes – sem exceção, da sala à garagem, do jardim ao lavabo – reflete as preferências artísticas dos moradores. “Às vezes, um tem de convencer o outro de que aquela peça é maravilhosa”, conta Fernando. Ele explica: “Sou fã do trabalho da Nazareth Pacheco, mas quando cheguei com o vestido que mescla cristal, miçangas e lâminas de barbear minha mulher se assustou e achou melhor guardar a obra. Persuasivo, coloquei a vestimenta dentro de uma caixa de acrílico e a deixei exposta na sala. Com o passar dos dias, Camila foi se envolvendo com a beleza provocativa do objeto e acabamos até aumentando nossa coleção. Agora, também temos a saia, o top e o colar da Nazareth”. Além das obras de arte, a família desfruta de um mobiliário primoroso. Da herança de Camila vieram os móveis de Joaquim Tenreiro, que decoram o living. Já no jantar, o antigo e elegante aparador inglês é presente da mãe de Fernando. Para reunir com harmonia tantos itens especiais, o casal contou com a assessoria do arquiteto René Fernandes. “Agrupar obras e móveis tão importantes foi uma missão deliciosa. Deixei as paredes em tons neutros e projetei uma iluminação versátil, assim, mesmo que mudem de lugar, ou sejam substituídas por outras, as peças de arte serão sempre valorizadas”, explica René. Verdade – tudo nesta casa está no lugar certo. O olhar passeia livre pelos ambientes e cada objeto evoca uma emoção. “Para mim, colecionar é isso, é viver na boa companhia de criações geniais, frutos de mentes inquietas e cativantes”, resume Fernando.

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