Uma casa de 320 m² reformada por René Fernandes Filho

Os dois já eram casados, mas viviam em moradias separadas. Quando resolveram dividir o mesmo teto, buscaram um local capaz de somar referências

Já passava das 9 horas da noite quando o marido abriu a porta de casa e encontrou a mulher sentada no sofá, brincando com as cachorrinhas Greta, Clarice e Blanche. Enquanto conversavam animadamente na área de estar, um trio de jovens – um dos filhos dela e os dois dele – batia papo na vizinha cozinha gourmet, à espera do jantar, que logo mais seria preparado pela moradora. “Hoje vai ser uma receita de pasta”, contou ela, também mãe de uma moça que, ao telefone, avisou: chegaria a tempo de comer com a família. Parecia uma ocasião especial, mas se tratava apenas mais uma típica noite de quarta-feira neste apartamento localizado nos Jardins, zona oeste de São Paulo. “Gostamos de casa cheia, de reunir nossos quatro filhos e os amigos. Um dia qualquer vira um grande encontro”, descreve a proprietária. “Ao mesmo tempo precisávamos de um lugar capaz de oferecer espaços individuais para cada um, como o escritório, muito utilizado pelo meu marido para estudar e trabalhar em casa. Quando ele está lá, nossa empregada já sabe: não se pode entrar”, diz ela brincando. Mas foi exatamente pela necessidade de comportar ambientes de convívio e, ao mesmo tempo, de reflexão e sossego que a procura pelo endereço ideal demorou dois anos.

Como o casal escolheu a casa

 

Ao entrar no imóvel de 320 m², o casal percebeu ter encerrado a busca. “A sala permitia a integração total que queríamos, havia metragem suficiente para compor os ambientes íntimos e, para coroar tudo aquilo, o apartamento era muito bem iluminado”, diz a artista plástica, para quem o Sol é instrumento de trabalho e inspiração. “A escuridão me entristece.” Quem tratou de adaptar o imóvel a essas expectativas foi o arquiteto René FernandesFilho, amigo de infância da cliente, que já acumulava a experiência de ter paginado as moradias anteriores de um e de outro. “Eles preferem uma arquitetura de base clara, neutra, para poder incrementar os espaços com móveis e objetos bem pensados, entre outros detalhes. E ela, especialmente, gosta de algumas brincadeiras: pediu tudo supermoderno e limpo e aplicou uma moldura clássica no forro, justamente pelo contraste”, conta René, também acostumado a testemunhar os divertidos encontros familiares. “Marcávamos as reuniões de trabalho à tardinha e emendávamos em jantares deliciosos”, lembra ele, que aponta a receita do sucesso deste projeto: “Assim como no casamento, eles souberam ceder e demarcar suas necessidades respeitando ao outro e a si mesmos. E assim não há como dar errado”.

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