4 ateliês que dão vida e cor a tecidos em SP

Nestes endereços paulistanos, o destaque são as técnicas artesanais de tingimento e estamparia

1. Leka Oliveira: mergulho azul

À esquerda, nuances de azul índigo vegetal, pigmento extraído de plantas pela designer têxtil Leka Oliveira, do estúdio InBlueBrazil. À direita, uma mistura de azuis cobre os fios tingidos e os tecidos estampados no ateliê da designer.

À esquerda, nuances de azul índigo vegetal, pigmento extraído de plantas pela designer têxtil Leka Oliveira, do estúdio InBlueBrazil. À direita, uma mistura de azuis cobre os fios tingidos e os tecidos estampados no ateliê da designer. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

As tintas vegetais, extraídas de folhas, sementes ou raízes de plantas, se transformam em verdadeiros blends de cores nas mãos da designer têxtil Leka Oliveira, do Studio InBlue-Brazil. “Produzo cada extrato que uso nos tingimentos”, conta. Diversas técnicas da estamparia tradicional entram em ação para colorir tecidos naturais, como a seda, o linho e o algodão orgânico. O azul índigo vegetal, pigmento que surge com a fermentação de folhas de espécies conhecidas como anileiras, encanta a designer: “É uma cor única”.

Com muita luz natural, o ateliê concentra as coleções elaboradas por ela. Entre os processos, destacam-se o shibori (método japonês que utiliza dobras ou amarrações) e a ecoprint (impressão por pigmentos de flores, cascas e folhas). Adepta do movimento slow-fashion, a designer aplica apenas extratos e pigmentos vegetais em suas peças. Cada coleção exibe tons e métodos de estamparia previamente definidos.

Com muita luz natural, o ateliê concentra as coleções elaboradas por ela. Entre os processos, destacam-se o shibori (método japonês que utiliza dobras ou amarrações) e a ecoprint (impressão por pigmentos de flores, cascas e folhas). Adepta do movimento slow-fashion, a designer aplica apenas extratos e pigmentos vegetais em suas peças. Cada coleção exibe tons e métodos de estamparia previamente definidos. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

 

2. Tatiana Polo: inspiração oriental

Neste espaço, a designer têxtil trabalha na criação de novas cores e no teste de estampas.

Neste espaço, a designer têxtil trabalha na criação de novas cores e no teste de estampas. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

As referências que levaram a arquiteta e designer têxtil ao universo dos tecidos e tingimentos naturais vieram de família. A mãe, boliviana, apresentou a riqueza das tramas e cores de sua terra. O pai, arquiteto, deu espaço para a filha brincar de criar na prancheta. Até que um dia, arquiteta formada, ela foi estudar na província onde nasceu seu avô, no Japão. “Lá estava eu. Aprendendo o yuzen zomê, a arte de pintura em quimonos, e aperfeiçoando as técnicas do shibori, o tingimento manual com dobras e amarras nos tecidos”, conta.

Tatiana se aventura por diversos processos manuais, como o estêncil, o batik (sucessivos tingimentos com máscaras de cera no tecido), as ecoprints (ou impressões botânicas) e o shibori. Para ela, manipular as espécies e extrair as cores, curtindo e respeitando cada etapa do processo, da superfície lisa até o resultado final, é o que torna esse trabalho fascinante.

Tatiana se aventura por diversos processos manuais, como o estêncil, o batik (sucessivos tingimentos com máscaras de cera no tecido), as ecoprints (ou impressões botânicas) e o shibori. Para ela, manipular as espécies e extrair as cores, curtindo e respeitando cada etapa do processo, da superfície lisa até o resultado final, é o que torna esse trabalho fascinante. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

 

3. Flavia Aranha: natureza estampada

A luz natural atravessa as grandes aberturas e invade o espaço com pé-direito elevado e tesouras à mostra, onde funciona o ateliê de Flavia Aranha.

A luz natural atravessa as grandes aberturas e invade o espaço com pé-direito elevado e tesouras à mostra, onde funciona o ateliê de Flavia Aranha. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

Especializada em tingimento natural e impressão botânica, técnica que transfere o pigmento de fores, folhas e cascas de plantas para os tecidos, a estilista Flavia Aranha gosta de brincar com nuances suaves e terrosas sobre fbras orgânicas, sempre confeccionadas artesanalmente. Os tons vermelhos conquistados por meio do crajiru, espécie amazônica de uso medicinal, e da serragem do pau-brasil, vinda da produção de arcos de violino no Espírito Santo, são sua paixão. “A potência dessas cores, quando surgem no tecido, é impressionante”, diz.

Em seu ateliê, Flavia pesquisa e testa novos tons para colorir tecidos produzidos com fibras naturais, como a de bananeira, a seda e o algodão fado na roca. Na técnica, flores de macela, rosas, folhas e cascas de cebola são dispostas com cuidado sobre o tecido. Em seguida, ele é delicadamente enrolado e exposto à fervura. Flavia também desenvolve peças em parceria com artesãos de diferentes regiões do Brasil.

Em seu ateliê, Flavia pesquisa e testa novos tons para colorir tecidos produzidos com fibras naturais, como a de bananeira, a seda e o algodão fado na roca. Na técnica, flores de macela, rosas, folhas e cascas de cebola são dispostas com cuidado sobre o tecido. Em seguida, ele é delicadamente enrolado e exposto à fervura. Flavia também desenvolve peças em parceria com artesãos de diferentes regiões do Brasil. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

 

4. Estúdio Pochoir: grafismo coletivo

Cores e temas bem brasileiros pautam as estampas estilizadas e artesanais do Estúdio Pochoir, projeto coletivo de arte.

Cores e temas bem brasileiros pautam as estampas estilizadas e artesanais do Estúdio Pochoir, projeto coletivo de arte. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

A paixão em comum, descoberta num curso de estamparia, formou um grupo de sete profissionais, entre artistas, designers e arquitetos. Há apenas oito meses trabalhando juntos, o pessoal do Estúdio Pochoir – Bárbara Penaforte, Cris Burguer, Cris Panariello, Eduardo Sancinetti, Marcella Riani, Renata Basile e Teresa Rubio – já comemora a criação de diversas coleções. “Desenvolvemos traços inspirados na natureza e na cultura brasileira, aplicados em tecidos vendidos por metro, painéis e recortes emoldurados”, explica a arquiteta Marcella Rianni.

Os desenhos são elaborados a mão livre e, depois, transformados em moldes de acetato. Sobre o tecido, o padrão é repetido de maneira simétrica. As coleções são pensadas e definidas em grupo pelos integrantes do ateliê e sempre buscam trazer uma identidade brasileira. Não faltam cores e grafismos de inspiração tribal.

Os desenhos são elaborados a mão livre e, depois, transformados em moldes de acetato. Sobre o tecido, o padrão é repetido de maneira simétrica. As coleções são pensadas e definidas em grupo pelos integrantes do ateliê e sempre buscam trazer uma identidade brasileira. Não faltam cores e grafismos de inspiração tribal. (Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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