Andrés Jaque transforma garagem em restaurante charmoso em Madri

Utilizando revestimentos finos, como o mármore e o couro, o grupo Office for Political Innovation trouxe de volta o décor dos anos 1960 neste ambiente

 (Divulgação/Andrés Jaque)

O grupo Office for Political Innovation, comandado pelo arquiteto espanhol Andrés Jaque, transformou a garagem de um edifício mid-century assinado por Gutierrez Soto, em Madri, no charmoso restaurante e café Rómola, trazendo de volta para décor o mármore e o couro, materiais que tinham sido deixados de lado há quase 10 anos.

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A partir de 2008, os revestimentos austeros ditados pelo mercado empresarial, como tijolos de cerâmica vermelhos e azulejos hidráulicos, passaram a cobrir o passado refinado das cafeterias dos anos 1960 em Madri. Para renovar o prédio datado de 1946, na Calle Hermosillha, e relembrar os anos dourados da capital espanhola, Andrés utilizou cores vivas e materiais de qualidade. A estrutura do local foi recuperada e a arquitetura se manteve intacta.

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Uma tenda de mármore altamente resistente abriga dois ambientes: a cozinha, aberta de forma que os visitantes possam ver a comida sendo preparada, e o lounge. A qualidade desse mármore é registrada de acordo com o número de tecnologias atreladas à ele. No caso, o material instalado no Rómola entra na categoria “super mármore”, pois o reforço de fibras de vidro faz com que ele não só resista à compressão, como também à tração.

 (Divulgação/Andrés Jaque)

Os sofás e bancos foram estofados em couro verde greenery e embutidos com metais dourados polidos, tudo feito manualmente. Mesas e painéis foram feitos com madeira rara, e cobertas com camadas de verniz artesanal. No teto, plantas pendentes deixam o ambiente fresco e moderno.

 (Divulgação/Andrés Jaque)

“Esse projeto é um resultado da colaboração de um pequeno número de manufaturas super qualificadas em mármore, estofamento de couro, dobramento de metal e cromo, corte de madeira rara e vernizes artesanais por trás da construção das cafeterias de Madri. Com eles, nós reintroduzimos na cidade o espaço dissidente e de contra-austeridade que é a cafeteria, como forma de resistência à hegemonia da cerâmica coorporativa”, afirmam os arquitetos do grupo Office for Political Innovation.

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