Constance Guisset: o divertido trabalho da designer francesa

A mistura de lógica, lirismo e alegria marca as criações da profissional

A designer, que gosta de jogar com a irreverência.

A designer, que gosta de jogar com a irreverência. (Divulgação/Constance Guisset Studio)

O jeito brincalhão da premiada designer francesa revela o espírito quase filosófico de sua obra, cheia de surpresas, alegria e leveza. Formada em economia, ela viveu um ano no Japão. De volta a Paris, jogou os números para o alto e decidiu estudar design. Queria deixar o mundo mais gentil. Depois de uma temporada no estúdio dos irmãos Bouroullec, criou o próprio ateliê junto a sua casa, onde expõe e testa criações: gosta de avaliar a escala, a textura e a compreensão do objeto. Ali também curte o trabalho em equipe. “Um estúdio, em algum momento, vira uma aventura humana, pois o trabalho em conjunto é uma soma de tarefas em evolução”, diz a designer.

No café lounge do Instituto Francês na Turquia, as peças deram origem à coleção Ankara, da Matière Grise: as mesas de aço, disponíveis em 37 cores, custam entre 406 euros (39 x 50 cm) e 1 190 euros (75 cm x 1,2 m) no e-commerce de Constance.

No café lounge do Instituto Francês na Turquia, as peças deram origem à coleção Ankara, da Matière Grise: as mesas de aço, disponíveis em 37 cores, custam entre 406 euros (39 x 50 cm) e 1 190 euros (75 cm x 1,2 m) no e-commerce de Constance. (Divulgação/Constance Guisset Studio)

Suas criações transmitem um certo minimalismo oriental…

Viver no Japão me marcou profundamente. O conceito de impermanência, essencial naquela cultura, fala ao meu coração. Objetos são efêmeros, a vida é frágil… Você pode encontrar essa ideia em alguns dos meus trabalhos. imaginar criações que tenham uma presença forte, mas digna, contida: é assim que trabalho a delicadeza em minha obra.

Como vencer a batalha contra o tempo?

Ele é maior que nós, não precisamos vencê-lo. Prefiro incluí-lo nos meus objetos em vez de seguir tendências. Ainda que o designer deva aceitar a finitude do seu trabalho, manter-se na ativa é uma forma de lutar contra o esquecimento. Às vezes, porém, eu gostaria que minhas peças simplesmente desaparecessem para abrir espaço às novas gerações.

Acima, combinada a ferro e poliuretano, a estrutura de fibra de vidro ultraleve garante efeito dramático ao pendente Vertigo (2 m x 17 cm), inspirado por fores, nuvens e criaturas aquáticas. Preço: 730 euros na Petite Friture. Embaixo, best-seller da parceria com a rede Monoprix, a bandeja de melamina (41 cm de diâmetro) sai por 14 euros.

Acima, combinada a ferro e poliuretano, a estrutura de fibra de vidro ultraleve garante efeito dramático ao pendente Vertigo (2 m x 17 cm), inspirado por fores, nuvens e criaturas aquáticas. Preço: 730 euros na Petite Friture. Embaixo, best-seller da parceria com a rede Monoprix, a bandeja de melamina (41 cm de diâmetro) sai por 14 euros. (Divulgação/Constance Guisset Studio)

Qual foi o último item que você trouxe para casa?

Um cabideiro projetado por Bertjan Pot para a Bigode. Era para o meu banheiro, onde eu realmente precisava de algo para pendurar coisas. gosto de sua mistura de formas, que sugerem uma máscara. Inteligente, bem projetado, cheio de referências e divertido ao mesmo tempo. se vai durar? só o tempo dirá. (risos)

A cor é um risco?

Pode datar um desenho de uma maneira desagradável ou até descaracterizá-lo. Quando crio, imagino primeiro linhas e formas e só adiciono os pigmentos no final. Mesmo assim, é a principal característica que as pessoas lembram! Mas eu realmente gosto de trabalhar com elas, de correr riscos. Tenho poucos tabus.

São de aço laqueado as luminárias Ankara (22 x 21 cm e 34 x 16 cm), da matière Grise. Por 263 libras, cada uma, na made in design.

São de aço laqueado as luminárias Ankara (22 x 21 cm e 34 x 16 cm), da matière Grise. Por 263 libras, cada uma, na made in design. (Divulgação/Constance Guisset Studio)

O que os objetos contemporâneos expressam?

As pessoas têm motivações diferentes quando escolhem objetos para suas casas, é difícil generalizar. Mas acho que a vida pode ser muito difícil lá fora, então não precisamos adicionar mais dureza em nossos espaços. Essa é a razão pela qual eu trabalho muito com curvas: para expressar suavidade e delicadeza. Pelo menos é o que gostaria de exprimir nos trabalhos que assino.

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s