Paulo Goldstein: “No design conceitual, as peças têm um discurso”

Fascinado por formas e pelo improviso, o designer constrói narrativas contemporâneas a partir de pedaços de móveis e objetos

Na luminária Colateral, Paulo aliou latão e aço ao braço de uma cadeira trazida de Londres. “O vão central me encantou.”

Na luminária Colateral, Paulo aliou latão e aço ao braço de uma cadeira trazida de Londres. “O vão central me encantou.” (André Klotz/Revista CASA CLAUDIA)

Paulo Goldstein já participou de projetos de animação stop-motion dos cineastas Wes Anderson e Tim Burton, inventou móveis para a conceituada Central Saint Martins, em Londres, e agora apresenta peças exclusivas na mostra Colateral – Exercícios de Forma, que aconteceu em agosto na Galeria Nicoli. Veja nossa conversa:

 (André Klotz/Revista CASA CLAUDIA)

O que determinou estas criações?

Selecionei formas de que gosto, como braços e encostos de cadeiras trazidas da Inglaterra e outras partes de móveis antigos, que se tornaram o elemento inicial de cada uma das sete peças da exposição. Curvas sempre me atraíram. Para destacar essas linhas originais, usei tinta preta. Também investi na depuração visual.

 (André Klotz/Revista CASA CLAUDIA)

Por que o aspecto experimental o atrai?

No design conceitual, as peças têm um discurso. Não necessariamente a história do objeto, mas uma narrativa que o designer agrega à obra.

 (André Klotz/Revista CASA CLAUDIA)

Sustentabilidade é essencial?

Meu trabalho é ligado ao acaso de achar peças interessantes na rua, nas caçambas e entre as descartadas por conhecidos e depois guardadas no meu acervo. Porém meu foco central nunca foi o reaproveitamento – ele é apenas um subproduto na minha obra.

 (André Klotz/Revista CASA CLAUDIA)

Algum outro tema à vista?

A felicidade. Não simplesmente como um exercício de estética mas também como uma abordagem psicológica.

O espelho Colateral traz o arco de uma antiga cadeira Thonet, fixado à estrutura de madeira e latão, como apoio.

O espelho Colateral traz o arco de uma antiga cadeira Thonet, fixado à estrutura de madeira e latão, como apoio. (André Klotz/Revista CASA CLAUDIA)

Os pés de uma tradicional cadeira de escritório se tornaram a base do relógio Colateral, de pau-marfim, aço e latão.

Os pés de uma tradicional cadeira de escritório se tornaram a base do relógio Colateral, de pau-marfim, aço e latão. (André Klotz/Revista CASA CLAUDIA)

Confira mais detalhes no vídeo abaixo:

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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