11 dúvidas respondidas que vão ajudar a planejar a iluminação

Planejar a iluminação exige domínio do tema. Por isso, é melhor confiar a missão a profissionais da área luminotécnica, como os que respondem as questões a seguir.

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1. Como planejar a iluminação do living? Os múltiplos usos da sala pedem flexibilidade, e, por isso, a automação, que controla o acionamento das luzes criando cenários distintos, é bem-vinda. Sobre equipamentos, Alessandra Friedmann, proprietária da grife La Lampe, sugere empregar lustres na área de jantar e spots periféricos para destacar pontos específicos. “Na iluminação geral, vale embutir lâmpadas fluorescentes, LEDs ou xénon em sancas, mas inclua abajures e colunas com até 1,70 m de altura, que geram efeitos de luz e sombra e trazem aconchego.”

2. Lâmpadas incandescentes estão mesmo com os dias contados? “Devido à baixa eficiência energética, algumas delas devem desaparecer”, diz o professor de luminotécnica paulista Vitor Penha. Há, porém, quem defenda sua utilização em algumas situações. “Recomendo-as para abajures e outras luminárias decorativas”, afirma a arquiteta Júnia Azenha, do escritório Foco Luz & Desenho, de São Paulo. Segundo ela, fluorescentes compactas, além de serem mais caras e não dimerizáveis, deixam a desejar na reprodução da luz solar.

3. Como corrigir um projeto de iluminação cuja atmosfera resultou fria? “Acrescentar abajures dotados de lâmpadas incandescentes ou halógenas é uma boa saída para aquecer o ambiente”, propõe Vitor. “Melhor ainda se as cúpulas forem translúcidas”, complementa Alessandra. Outra solução, apontada por Guinter Parschalk, lighting designer do Studio IX, em São Paulo, é envolver a lâmpada – desde que ela seja do tipo que não esquenta muito – numa gelatina corretiva (filtro de policarbonato) de tom âmbar.

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4. Os LEDs servem para qualquer situação? “Não. Quando o projeto especifica o uso de dímers, aposte em incandescentes, capazes de reproduzir as diferentes nuances da luz solar”, avisa Guinter. “O LED, embora aumente e diminua a claridade emitida quando dimerizado, apresenta uma tonalidade de cor esbranquiçada e fria”, explica Alessandra. De qualquer forma, esses diodos são considerados as lâmpadas do futuro, já que se adaptam a diversas finalidades, economizam energia elétrica e possuem vida útil longa, de até 50 mil horas. Por causa da longevidade, inclusive, convém utilizá-los em locais de difícil acesso, a exemplo de escadas e ambientes com pé-direito duplo, pois as trocas são espaçadas. Júnia aponta mais uma vantagem dos LEDs: suas dimensões compactas permitem compor detalhes delicados. “Por outro lado, eles ainda custam caro”, pondera Alessandra.

5. Na cozinha, o que priorizar? “Gosto de compor linhas por toda a extensão do espaço usando fluorescentes tubulares ou LEDs. Esse recurso, diferentemente de quando há um único foco de luz centralizado no forro, ajuda a distribuir a claridade de modo uniforme”, ensina Guinter Parschalk. “Outra possibilidade é instalar um ponto central e outro sobre a bancada – neste, prefira lâmpadas como os LEDs, que têm baixa emissão de calor, não distorcem as cores dos alimentos nem geram sombra”, diz Vitor Penha. Alessandra Friedmann sugere, ainda, um ponto extra, que acenda individualmente, a ser acionado, por exemplo, quando alguém for beber água de madrugada.

6. Investir na automação economiza energia elétrica? “Sem dúvida”, diz Guinter. Conforme o lighting designer, reduzir a potência das lâmpadas a fm de criar cenários com diferentes intensidades de luz diminui o consumo de eletricidade. “Por consequência, isso produz menos calor e amplia a vida útil desses equipamentos. Dimerizar um modelo incandescente pode duplicar seu tempo de funcionamento”, explica.

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7. Quanto custa, em média, instalar automação para três cenas num ambiente de cerca de 15 m2? “Em torno de 5 mil reais, já com spots e automação incluídos”, calcula a dona da La Lampe. Esse valor, no entanto, não contabiliza lustres e abajures.

8. Como iluminar corretamente o banheiro? “O melhor resultado combina três cenas. A primeira, para uso geral, leva lâmpadas frias, LEDs ou halógenas de baixa tensão. A segunda, concentrada na pia, emprega incandescentes, que possuem melhor reprodução de cor. A última disponibiliza um foco de luz suave, originado, por exemplo, num balizador com LEDs, para a utilização do ambiente durante a madrugada”, diz Alessandra. Para onde são feitas a barba e a maquiagem, Vitor indica circundar o espelho com incandescentes do tipo bolinha, como num camarim, “o que ilumina todos os lados e não gera sombras”.

9. Quais são os recursos indicados para os quartos? Esses cômodos, assim como a sala, também exigem certo jogo de cintura, já que, se o quarto for ocupado por mais de uma pessoa, a iluminação deve contemplar usuários com hábitos distintos. “Instalar abajures ou pendentes dimerizados próximo da cama ajuda a não incomodar o parceiro quando você quiser ler ou levantar à noite”, aconselha Alessandra. Para a iluminação geral, vale investir em luzes difusas ou indiretas. No que se refere às lâmpadas, vá de incandescentes: além de dimerizáveis, possuem uma temperatura de cor (tonalidade da luz produzida) mais dourada, ideal para locais de descanso. “Evite luminárias com foco direto sobre a cama, que ofuscam quem está deitado”, diz ela.

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10. E o home theater? Como fica? Muitas vezes, o desafio reside em eliminar o excesso de claridade nesse espaço, o que se consegue com cortinas do tipo blecaute ou persianas. A ifm de permitir a leitura, Alessandra recomenda abajures com incandescentes, LEDs ou halógenas de baixa tensão (dimerizáveis, sempre). Já a circulação é facilitada por meio da instalação de LEDs em balizadores rentes ao piso. Quaisquer das lâmpadas citadas cabem na iluminação de uso geral do ambiente, porém com uma ressalva: os focos de luz devem ficar de fora do campo visual. Se possível, nas paredes laterais à TV.

11. Em áreas externas, o que é mais apropriado? É importante comprar lâmpadas cujo Índice de Proteção, ou IP, seja adequado a espaços abertos. Ao destacar palmeiras e outros tipos de vegetação delgada, Guinter prefere luminárias com foco fechado – 8 ou 10 graus. Já espécies com copas densas, como ipês e seringueiras, demandam fachos mais abertos, a partir de 30 graus. Alessandra dá outra dica: “A iluminação de baixa tensão é ideal para o jardim, a fim de evitar choques. Pelo mesmo motivo, sugiro sempre LEDs de 12 volts ou pontos de fibra óptica para piscinas”.

 

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