Descubra os artistas imperdíveis da 31ª Bienal Internacional de SP

Cauê Alves, Jacopo Crivelli Visconti, Rejane Cintrão e Ricardo Resende. Esses quatro curadores elegem alguns dos nomes mais relevantes da cena contemporânea atual.

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O curador Jacopo Crivelli Visconti aponta como destaque os artistas:

Juan Downey é um chileno, já falecido, que morou muito tempo nos Estados Unidos. Ele é um dos pioneiros da videoarte e expõe o vídeo Trans Américas, fruto de viagens que fez ao logo dos anos pelas Américas. (foto abaixo)

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Reprodução da obra "Untitled (Map series)" de Juan Downey (Coleccion MoMA 2013). Imagem cedida pelo representate do artista para inclusão no Material Educativo da 31a Bienal. © Juan Downey (/)

 

Clara Ianni exibe um vídeo bem engajado politicamente, mas sem ser literal. A considero uma das jovens artistas brasileiras mais interessantes no momento.

Walid Raad, artista libanês, é um dos mais importantes da atualidade. Discute como o espaço museal consolida ou exclui a produção dos artistas. Também relaciona seus trabalhos com a história da imigração libanesa no Brasil. (foto abaixo)

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Teatro da Vertigem, grupo teatral que não vem do âmbito das artes visuais, mas tudo que eles fazem é fascinante.

 

 

 

O curador Cauê Alves aponta como destaque os artistas:

Giuseppe Campuzano conta uma história própria do Peru por meio do Museu Travesti, criado por ele para expor uma linha do tempo do país sob esse enfoque. O artista revê a história por meio de documentos, objetos e memórias que se contrapõem à história oficial e a todo um universo negado nos círculos mais conservadores. (foto abaixo)

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Edward Krasinski é um artista polonês que mostra registros de performances realizadas no início de 1960 em uma sala com objetos que, iluminados, formam sombras incríveis.

Johanna Calle exibe delicados trabalhos de arame e cobre sobre papel e uma grande paisagem produzida com textos datilografados em páginas de cadernos. Pode-se perceber indiretamente algo de Mira Schendel em sua produção. 

Voluspa Jarpa vem investigando há muito tempo diversos documentos de órgãos – como o FBI. Seu principal tema de pesquisa são as ditaduras na América Latina, como a do Chile, seu país de origem. Em seus trabalhos, ela discute questões sobre o que é visível e o que é invisível. walid raad é um artista libanês. Em sua pesquisa redescobre algo da história da arte árabe abrigada secretamente nos porões do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde 1930. (foto abaixo)

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O curador Ricardo Resende aponta como destaque os artistas:

Yuri Firmeza é um jovem cujo trabalho acompanho desde 2006. Com sólida formação intelectual, destacou-se com sua obra de cunho fortemente político. Nesta Bienal, apresenta uma instalação que fala de temas como passado e presente, memória e abandono, construção e destruição. (foto abaixo)

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Marta Neves é das mais relevantes artistas que conheço. Suas obras incomodam a própria noção de arte vigente, que está condicionada pelos ditames do mercado. Em 2001, em uma exposição no MAM de São Paulo, ela exigiu que fosse retirada a etiqueta que dizia: Cortesia Galeria Baró Sena. Disse ela: ‘Eu não sou de ninguém!’.

Virginia de Medeiros é uma baiana que trata de temas atuais que são tabu na sociedade. Travestismo, homoafetividade, sexualidade, clubes de sexo, moradores de rua. Assuntos diversos que nos afetam e requerem um corpo a corpo da artista com seus protagonistas.

Hudinilson Jr. faleceu no ano passado e foi redescoberto muito recentemente. Ele traz com forte carga de erotismo questões homoafetivas. Nesta fase de recrudescimento do conservadorismo, uma obra dessa natureza se torna fundamental para se contrapor ao bom-mocismo visto na arte contemporânea.

 

A curadora Rejane Cintrão destaca os seguintes artistas:

Johanna Calle traz um belo desenho realizado com um suporte simples: letras datilografadas em páginas de um caderno. Momento de descanso numa Bienal plena de projetos que nos levam a pensar sobre a difícil época que o mundo enfrenta. Colombiana, a artista está na Bienal pela primeira vez. (foto abaixo)

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Qiu Zhijie é um chinês que traz em suas obras o tema da luta entre destino e autoafirmação, entre fragmentação social e transitoriedade. Para a Bienal, apresenta um grande mapa utópico.

Prabhakar Pachpute é o autor do cartaz da Bienal. A obra desse indiano que utiliza principalmente o desenho como forma de expressão impressiona.Localizado no lado direito do vão da Bienal, seu grande desenho ocupa os três andares.

Hudinilson Jr., artista que não obteve o merecido reconhecimento em vida, foi um dos primeiros brasileiros a experimentar novas mídias, como o xerox. Foi também pioneiro na arte do grafite, trabalhando ao lado de Alex Vallauri. Na Bienal, uma série feita nos anos 1980 de xerox de seu corpo nu é apresentada em forma de lambe-lambe.

Marta Neves mostra Não Ideia, de 2002. Faixas de ruas com frases onde a palavra ‘ideia’ aparece em diferentes contextos se espalham por toda a Bienal.”

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