O casal de arquitetos Bel Lobo e Bob Neri apresenta seu apartamento carioca

Irreverentes, descolados e essencialmente avessos a modismos... São várias as formas de traduzir o universo do casal de arquitetos cariocas Bel Lobo e Bob Neri.

 

Logo na entrada do apartamento, na quadra da praia do Leblon, uma composição com pequenas fotos  em preto e branco dá uma pista de como eles se conheceram. Nos retratos, Bob Neri, na época arquiteto recém-formado e com carinha de menino, participava de uma apresentação do Coro Come, grupo musical do qual fazia parte. Escondida atrás dele, uma pessoa gesticula como se os braços dela fossem os de Bob. A cena, engraçada, marca o início de uma história de amor. Foi ali, fazendo as mãos de Bob durante os shows da trupe, que Bel Lobo conheceu o futuro marido. Começaram a namorar, casaram, tiveram dois filhos e escreveram juntos uma trajetória repleta de afinidades. Hoje, ambos arquitetos e ainda mantendo os encontros do Coro Come, pilotam o escritório be.bo., que assina a concepção de grande parte de lojas e restaurantes badalados pelo Brasil afora. Trabalham muito para dar conta dos inúmeros projetos, mas confessam que, acima de tudo, são fãs de uma rotina caseira, cercada de bons encontros, cantorias, ioga, amigos e nada de grandes requintes. “Nosso luxo é viajar para tudo quanto é lugar. E adoramos sair à cata de peças antigas na feira da praça XV. Quase tudo aqui vem de lá”, conta Bel. O sofá de Jorge Zalszupin foi um achado, mesmo com a estrutura cheia de ferrugem e o estofado em péssimas condições. “A gente consegue enxergar além. E o resultado é sempre um prazer”, revela Bob, que acaba de abrir, com Bel, um showroom com seus achados, a m.o.o.c. (móveis objetos e outras coisas), em uma fábrica na zona norte carioca, ocupada também por ateliês de artistas plásticos. Ali, quem quiser vai encontrar à venda um pouco do estilo da dupla. “A gente expõe tudo, mas o problema é ter coragem de se desfazer das peças únicas. Quando alguém quer comprar, dá um aperto…”, brinca ele. Há mais de cinco anos morando neste apartamento, eles dizem que a preocupação foi a falta de paredes para os muitos quadros de sua coleção: uma seleção informal, que mescla talentos iniciantes a amigos como Marcos Chaves. “Não investimos em arte. Só entra aqui o que nos emociona. Esse mix sem preconceitos tem a nossa cara”, diz Bel. A mesma regra que privilegia a emoção no lugar da razão serve para os objetos. São vários e vários objetos, vindos de todas as partes do mundo. Agora, com o apartamento pronto, depois de quase dez meses de reforma, eles começam a pensar em novos desafios. Quem sabe se mudarem para uma casa, com um jardim para os netos que vêm por aí se esbaldarem, mais paredes e estantes para seu acervo e espaço livre para aulas de ioga e muita cantoria… Enfim, a história de Bel e Bob está só começando.

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